Lívvia Bicalho, 37, influenciadora digital e cantora, foi encontrada morta junto ao namorado, em João Monlevade, Minas Gerais, nesta quarta-feira (21). Mortes teriam ocorrido por volta das 13h, segundo testemunhas.

Rafael Ribeiro, de 39 anos, teria tirado a própria vida após matar Lívvia, conforme a Polícia Militar. As informações são do G1 MG.



Testemunhas próximas ao local de onde ocorreram as mortes relataram que ouviram o casal brigar antes do barulho de tiros. 

A influenciadora mineira deixa dois filhos: Davi, de 9 anos e Júlia, de 19. Ela trabalhava na música, além de manter seu Instagram com mais de 90,7 mil seguidores, onde dava dicas de Marketing Digital. 

HIPÓTESE DE FEMINICÍDIO É INVESTIGADA

Em nota, a Polícia Civil informa que os corpos passarão por exames no Posto Médico Legal do município. A corporação afirmou que a confirmação do feminicídio seguido de suicídio será confirmada durante as investigações.

REPERCUSSÃO

Nas publicações mais recentes de Livvia no Instagram, muitos seguidores se manifestaram após a confirmação do óbito. "Sem acreditar ainda", escreveu um seguidor. Outro contou que esteve em um show de Livvia: "Impressionante o carisma, a postura e presença diante do palco e o carinho com o público", escreveu.

Fonte: Informações G1 Minas

A empresa de tecnologia AeC oferta mil vagas de emprego em Juazeiro do Norte, no interior Ceará. As oportunidades são para atendente, função responsável pela assistência a clientes por meio de diversos canais de comunicação.





Os contratados têm benefícios como plano de saúde e plano odontológico. Embora não apresente valores, a companhia garante que o salário é compatível com o que mercado paga.

COMO SE INSCREVER

Para participar do processo seletivo, é necessário ter mais de 18 anos e Ensino Médio completo. Os interessados devem se cadastrar no site da empresa de tecnologia.

A primeira etapa do recrutamento é realizada pela internet. As vagas são para trabalhar em home office, por isso é desejável que os candidatos tenham infraestrutura para atuar de forma remota.

Os atendentes contratados que precisarem comparecer presencialmente na unidade receberão máscaras de proteção individual e kit de higienização, seguindo as recomendações de distanciamento social e de prevenção à Covid-19.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) enfrenta seu maior desafio na arena internacional nesta quinta (22), quando realiza um breve discurso na Cúpula de Líderes sobre o Clima organizada pelo presidente dos EUA, Joe Biden.

O líder brasileiro terá apenas três minutos para tentar desfazer a imagem que ele mesmo cultivou nos últimos anos e que hoje é partilhada por boa parte dos governos estrangeiros: a de um chefe de Estado descompromissado com a preservação do meio ambiente e, particularmente, da Amazônia; adversário de povos indígenas e obstáculo para a proteção de uma das áreas de maior biodiversidade no planeta.

Legenda: O líder brasileiro terá apenas três minutos para tentar desfazer a imagem negativa
Foto: Marcos Corrêa/PR



De acordo com pessoas que acompanham os preparativos, Bolsonaro deve repetir em seu discurso, de forma mais concisa, a mensagem antecipada em carta enviada a Biden no dia 14 de abril. No documento, o líder brasileiro prometeu acabar com o desmatamento ilegal até 2030.

"Reitero o compromisso do Brasil e do meu governo com os esforços internacionais de proteção do meio ambiente, combate à mudança do clima e promoção do desenvolvimento sustentável. Teremos enorme satisfação em trabalhar com V. Excelência em torno desses objetivos comuns", escreveu Bolsonaro ao democrata na ocasião, distanciando-se da imagem do presidente que, num passado recente, acusou ONGs de colocarem fogo na Amazônia e apontou cobiça estrangeira sobre o bioma.

Ainda segundo interlocutores, Bolsonaro deve argumentar que as ações do Brasil para a preservação do bioma têm cinco eixos: ações de comando e controle, regularização fundiária, pagamentos por serviços ambientais, ações de zoneamento ecológico-econômico e promoção da bioeconomia. Ele também deve indicar um aumento de recursos para o Ministério do Meio Ambiente, mas sem detalhar valores.

Se a mudança de tom é avaliada positivamente pelos EUA, Bolsonaro e seu ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, ainda não conseguiram apresentar aos estrangeiros uma estratégia convincente para atingir os objetivos traçados. Os cinco eixos do plano brasileiro, por exemplo, são uma reciclagem de pontos frequentemente destacados por Salles.

CRISE AMBIENTAL 

Os mais recentes dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostraram que a área de alertas de desmatamento na Amazônia em março foi 12,6% maior do que a registrada no mesmo mês de 2020. E há temores no governo de que os dados de abril não indiquem uma reversão de tendência.

As dificuldades em conter os índices são uma das razões que levaram o governo a estudar novamente a ampliação da ação dos militares no combate a crimes ambientais na Amazônia -embora o Planalto já houvesse anunciado a retirada desse efetivo. Em outra frente, negociadores americanos e europeus têm recebido com preocupação relatórios sobre a gestão de Salles à frente do Meio Ambiente.

Na terça-feira (20), por exemplo, fiscais do Ibama e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e outros servidores publicaram uma carta na qual afirmam que "todo o processo de fiscalização e apuração de infrações ambientais encontra-se comprometido e paralisado" devido a um recente ato publicado pelo governo.

DELEGADO DEMITIDO APÓS MAIOR APREENSÃO DE MADEIRA DA HISTÓRIA

Neste mês, a superintendência da Polícia Federal no Amazonas entrou em choque com Salles em torno da maior apreensão de madeira da história do Brasil. O então chefe da corporação no estado, Alexandre Saraiva, disse que pela primeira vez viu um ministro do Meio Ambiente manifestar-se contra uma ação que visa proteger a floresta amazônica.

E emendou que na PF "não vai passar boiada", em referência à célebre frase dita por Salles no ano passado. Em um sinal de força do ministro, Saraiva foi removido do cargo.

A combinação de avanço da devastação na Amazônia e enfraquecimento das agências de combate a crimes ambientais dificulta o cumprimento, pelo Brasil, de um dos principais pedidos da gestão Biden.

A equipe liderada pelo enviado especial para o clima, John Kerry, tem ressaltado nas conversas bilaterais que o governo brasileiro precisa conter até o final do ano a progressão da destruição da floresta.


Uma curva descendente de desmatamento é condição para que os americanos comecem a considerar o envio de ajuda internacional para o Brasil, como Salles e Bolsonaro têm cobrado. O ministro, por exemplo, tem afirmado que o país precisa de US$ 1 bilhão para diminuir o desmatamento no curto prazo.

Ao menos até agora, o pleito encontra ceticismo em Washington –que prega comprometimento de recursos apenas após a entrega de resultados. O histórico de Salles não ajuda a sensibilizar os estrangeiros. Eles lembram que o Fundo Amazônia detém em caixa recursos bilionários, doados por Noruega e Alemanha, mas que, ainda assim, o mecanismo encontra-se travado após mudanças feitas em seu comitê gestor pelo atual titular do Meio Ambiente.

IMPACTOS DA CÚPULA

O preço de um desempenho pouco convincente na cúpula pode ser alto para o Brasil, alertam interlocutores nos dois governos. Um Bolsonaro que continue a ser retratado como vilão global do meio ambiente não só tende a perder apoio dos americanos em temas-chave -como para o desejado ingresso na OCDE, o clube dos países ricos- como corre o risco de, no futuro, assistir a EUA e Europa discutirem a crise ambiental na Amazônia em fóruns onde o Brasil não tem assento, como o G7.

Biden também trabalha para que investimentos americanos tanto do setor público como do privado sejam alocados levando em conta compromissos ambientais. Assim, está claro para conselheiros de Bolsonaro que o tema vai além das relações entre Brasil e Estados Unidos.

O diagnóstico ficou evidente nas conversas preparatórias para a cúpula. Os embaixadores em Brasília de EUA, Reino Unido, Noruega, Alemanha e União Europeia realizaram recentemente uma série de conversas com autoridades brasileiras. A ação conjunta foi pensada para transmitir o recado de que os EUA de Biden e a Europa estão na mesma página quando o tema é ação contra o aquecimento global.

A cúpula foi arquitetada para ser o marco do retorno dos EUA ao combate ao aquecimento global, agenda abandonada pelo ex-presidente Donald Trump. Quarenta chefes de Estado foram convidados para dois dias de debates virtuais, dos quais também participarão líderes empresariais e da sociedade civil.


Biden quer usar o encontro para mostrar que a meta de limitar o aquecimento global a 1,5 ºC é um dos pilares da atuação de sua administração em política externa. Também funcionará como uma prévia da COP26, reunião global sobre o clima que acontece em Glasgow, na Escócia, em novembro.

Um dos filhos do cantor Dedim Gouveiaque morreu na segunda-feira (19), luta contra uma infecção bacteriana após complicações da Covid-19. Inicialmente, Benedito Delano Lima Gouveia, 37, foi atendido em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Atualmente, ele segue internado no Instituto Doutor José Frota (IJF).

Joana Paula Gouveia, esposa do cantor Dedim Gouveia, conta que a família ainda está muito abalada. Ela também relatou sobre o estado de saúde do filho do cantor cearense. "Ele foi entubado no dia 30 de março, pois a saturação caiu e logo foi transferido ao IJF".


Na internação, Delano Gouveia chegou a passar por uma traqueostomia — procedimento indicado quando há acumulo de secreção traqueal, inativação da musculatura respiratória ou para promover uma via aérea estável em paciente com intubação traqueal prolongada.

"O vírus Covid-19 ele já nem transmite mais, mas as sequelas são bem agravantes", explicou a esposa de Dedim Gouveia.

Segundo os médicos relataram a família, a bactéria causadora da infecção já foi detectada. Delano Gouveia recebe tratamento por antibióticos.  

festa desta quarta-feira (21) do Big Brother Brasil (BBB 21) terá shows das cantoras Pabllo Vittar e Preta Gil. Ambientada em um cenário de botequim, o evento terá, na decoração, fotos e itens representativos de cada um dos participantes - celebrando o 'top 8' da edição.

Preta Gil, que já cantou outras quatro vezes no BBB, comemorou o retorno. 


Legenda: Preta Gil e Pabllo Vittar animam festa desta quarta no BBB
Foto: Reprodução/Instagram



“Para mim, é muito bacana estar lá de novo. Eu gosto dessa troca com os participantes. Nas vezes em que eu cantei lá pessoalmente. Experiências únicas, muito divertidas”, disse Preta. 

Pabllo faz hoje sua estreia presencial na casa do BBB  “E vamos de showzão no BBB! Quem me conhece bem sabe que adoro demais o programa e sempre que possível estou ligadinha em tudo que rola no BBB. Ter a oportunidade de me apresentar por lá é incrível demais. Mais lindo ainda é poder dividir o palco com a minha amiga e talentosa Preta Gil”, vibra a cantora.

PAREDÃO DO BBB 21

Arthur, João e Pocah integram o 13º Paredão do BBB, formado ao vivo nesta terça-feira (20). A berlinda contou com duas indicações da casa e a escolha de Gil, que venceu a Prova do Líder, realizada na mesma noite, logo após a eliminação.


O cantor Vicente Nery deixou a UTI nesta quarta-feira (21) após evoluir no tratamento contra a Covid-19. A informação foi divulgada pela esposa do cearense, Carol Rabelo, por meio das redes sociais. 

Vicente foi transferido para um leito clínico no Hospital Otoclínica, em Fortaleza. Sorrindo, ele tirou uma foto na cama da unidade de saúde fazendo um coração com a mão. 


"Aos queridos fãs, obrigada pelo carinho e continuemos nessa linda corrente de orações e muito amor! Já já ele @vicentenery_ estará de volta para honra e glória de Deus", escreveu Carol Rabelo.

"Voltei! Beijo para vocês. Deus abençoe. Não esqueça nunca da fé, do amor ao próximo e que Deus existe", disse o artista, ainda com dificuldades na fala. 

 O governador Camilo Santana (PT) atacou opositores nas redes sociais nesta quarta (20), pedindo que “parem de espalhar fake news e estimular o ódio”. “São sempre os mesmos: aqueles que foram contra a vacina, os que sempre estimularam aglomerações, e aqueles conhecidos por promover motins”, disse Camilo. “Venham ajudar a abrir mais leitos”, falou também.

Foto: Fabiane de Paula


Na lista dos assuntos mais recorrentes do noticiário brasileiro nos últimos dias, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 promete ser uma das mais importantes na história da política brasileira desde a redemocratização.  

Com poderes de até mesmo derrubar o Presidente da República, o colegiado formado por parlamentares ganha o centro das atenções, mobiliza senadores e tensiona a relação com o Executivo no momento em que o País se aproxima de 400 mil mortos pela Covid-19. 



Instalada para investigar ações e possíveis omissões do Governo Federal no combate à pandemia, a CPI promete jogar luz em suspeitas que possam comprovar ou não se o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o Ministério da Saúde foram responsáveis, por exemplo, pela escalada de mortes em decorrência da doença no Brasil. 

Senadores também podem realizar diligências, convocar ministros de Estado, requerer depoimentos de qualquer autoridade e inquirir testemunhas. 

Um dos exemplos dos efeitos devastadores desse desgaste ocorreu em 1992, quando o então presidente Fernando Collor de Mello renunciou ao cargo em meio a severos desgastes políticos provocados por uma CPI.  



Juntando Senado e Câmara dos Deputados, já são 203 CPIs na história do Brasil, desde a redemocratização. Do total, 49 foram finalizadas na Câmara, e 17 tiveram conclusão no Senado. 

CPI DA COVID-19

Dois senadores cearenses fazem parte da comissão titular da CPI da Pandemia, Eduardo Girão (Podemos) e Tasso Jereissati (PSDB).

O início dos trabalhos deve ser oficializado na próxima terça-feira (27). Há expectativas pela definição dos nomes do presidente, vice e relator da Comissão. Eduardo Girão é um dos candidatos a presidente, mas a articulação mais forte gira em torno do senador Omar Aziz, do Amazonas.

Já o relator, que terá a missão de dar um parecer sobre os trabalhos e apontar caminhos, pode cair nas mãos do senador Renan Calheiros, do MDB de Alagoas.

Conforme aponta ainda Monalisa Soares, diante desse risco, o Governo Federal tenta conter os possíveis estragos, influenciando na formação do colegiado.

“O Governo tenta pressionar para que a CPI não atinja a finalidade, que não é só gerar dados que possam imputar o Governo Federal em uma provável omissão diante da gestão da pandemia, mas também o desgaste que o Governo sabe que ocorrerá ao longo do processo”, ressalta.  

Diante das expectativas, vale olhar para o passado político do Brasil e conferir os rumos de outras CPIs instaladas no Congresso Nacional. 

CPIS QUE MARCARAM A HISTÓRIA DA REPÚBLICA

CPI DO GOVERNO COLLOR  

Um dos casos mais emblemáticos de uma CPI ocorreu em 1992, e culminou com a queda do então presidente Collor de Mello.   

O esquema envolvia o empresário Paulo César Farias, tesoureiro da campanha Collor à Presidência da República, em 1989.  

A investigação quebrou 395 sigilos bancários, 267 sigilos fiscais e 43 telefônicos, e colheu 79 depoimentos em 111 reuniões.   

Terminou com a proposta de cassação de mandato de 18 parlamentares e o envio de vários dossiês para a Receita Federal e o Ministério Público. Antes de sofrer o impeachment, Collor renunciou.   

CPI DO BANESTADO  

Anos mais tarde, em 2003, uma CPI passou a investigar denúncias de que R$ 150 bilhões haviam sidos enviados ao exterior. O esquema envolvia bancos. Essa foi uma das mais longas apurações, com quebra de mais de 1,7 mil sigilos bancários.   

A evasão de moeda teria ocorrido entre os anos de 1996 e 2002, com 200 pessoas envolvidas na organização criminosa. Apesar de nunca ter sido votado, o relatório final pediu indiciamento de 91 pessoas, incluindo o do ex-prefeito de São Paulo, Celso Pitta.  

PT NA MIRA: CORREIOS E PETROBRÁS   

Os governos do PT enfrentaram duas comissões. A primeira dela, em 2005, pôs o então presidente Lula em colisão com o seu marketeiro, Duda Mendonça. O depoimento do publicitário foi inesperado e revelou uma conta nas Bahamas que recebeu R$ 10,5 milhões do partido, de forma ilegal. Mendonça chorou enquanto relatava o caso.   

Uma década mais tarde, após o início da Operação Lava-Jato, foi instalada a CPI da Petrobrás na Câmara. A comissão também não indiciou ninguém.    

CPI DOS BINGOS

Também chamada de "CPI do Fim do Mundo", investigou, em 2006, a relação entre  o bicheiro Carlos Cachoeira e Waldomiro Diniz, assessor do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. Ao ao longo das investigações, a comissão passou a abranger outros temas.  

Foram investigados os esquemas de caixa dois do PT no interior paulista, os assassinatos de prefeitos do partido, Toninho do PT (Campinas) e Celso Daniel (Santo André), entre outros temas. O relatório final da CPI pediu o indiciamento de 48 pessoas, dentre elas o bicheiro Carlos Cachoeira. 

CPI DOS SANGUESSUGAS  

O colegiado, também instalado em 2006, foi o que envolveu mais parlamentares. A suspeita era de desvio de recursos da Saúde. Uma quadrilha estaria desviando verbas que seriam utilizadas para compras de ambulância.

O relatório final pediu a abertura de processo disciplinar contra 69 deputados e três senadores. Nenhum deles foi punido pelos colegas.

O Governo deve permitir a criação de um regime especial de compensação de banco de horas, antecipação de férias e adiamento por até 4 meses do recolhimento de Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) dos empregados.




As medidas provisórias devem ser apresentadas nos próximos dias, em consonância com o Programa BEm, de redução de jornadas e salários, com o objetivo de dar fôlego às empresas em meio à pandemia da Covid-19.

CONFIRA LISTA DE MEDIDAS

Empresas poderão adiar o recolhimento do FGTS por 4 meses. Valores serão compensados depois;

Bancos de horas poderão ser ajustados no intervalo de até 18 meses (hoje, o prazo varia de de 6 a 12 meses);

Férias poderão ser concedidas mesmo que o empregado não tenha completado o tempo mínimo para o período aquisitivo. Regras de comunicação ao trabalhador sobre as férias, decididas pelo patrão, também devem ser flexibilizadas;

Flexibilização para decretar férias coletivas

Flexibilização de regras para alterar regime de trabalho para home office​

Possibilidade de redução de jornadas e salários em 25%, 50% e 75%, e suspensão de contratos.

O Governo vai permitir que empresas adiem por até 4 meses o recolhimento de Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) dos empregados.

O pacote trabalhista está sendo finalizado e, no caso do adiamento do FGTS, a suspensão será temporária e terá que ser compensada depois pelo patrão. O direito ao depósito de 8% do salário em conta do FGTS do trabalhador não muda.

A empresa, depois desse prazo, terá que voltar a pagar o FGTS mensalmente no valor normal, além do montante que deixou de ser depositado na conta do trabalhador pelo período de até quatro meses.
Os valores atrasados poderão ser parcelados, mas sem multas e encargos. O objetivo é não representar uma elevação forte no custo do patrão.

Se o trabalhador for demitido antes de o FGTS adiado ter sido quitado, a empresa, no momento da rescisão do contrato, será obrigada a depositar o que deixou de ser pago no período de diferimento. Ou seja, recompor o saldo da conta do empregado.

FÉRIAS ANTECIPADAS

A medida provisória também deve reeditar dispositivo que permite a antecipação de férias -também usado no ano passado.

As férias poderão ser concedidas mesmo que o empregado não tenha completado o tempo mínimo para o período aquisitivo. As regras de comunicação ao trabalhador sobre as férias, decididas pelo patrão, também devem ser flexibilizadas.

COMO FICA O BANCO DE HORAS

Em relação ao banco de horas, o foco é o empregado que não cumpriu toda jornada de trabalho prevista no contrato por causa das medidas de restrição ao funcionamento de determinadas atividades econômicas. A medida deve ser lançada junto com o programa emergencial de corte de jornada e salários.

A previsão é que, no regime especial, o trabalhador tenha até 18 meses para compensar as "horas negativas". Atualmente, o período varia entre 6 e 12 meses.

COMO DEVE FUNCIONAR O PROGRAMA BEM

Patrão e empregado deverão negociar acordo
Medida deve valer por até quatro meses
Nesse período, trabalhador recebe compensação pela perda de renda
Cálculo depende do percentual do corte de jornada e valor que trabalhador tem direito atualmente com o seguro-desemprego
Se o corte de jornada for de 50%, a compensação será metade da parcela de seguro-desemprego que o trabalhador teria direito se fosse demitido
Gastos devem ser de R$ 10 bilhões

A equipe do ministro Paulo Guedes (Economia) havia indicado que essas ações começariam a vigorar ainda em março, período em que muitos estados e municípios retomaram restrições de atividades econômicas ou até mesmo lockdown. Mas o pacote atrasou.

O conjunto de mudanças na área trabalhista segue a mesma linha adotada em 2020. O formato, portanto, já estava avançado, mas faltava o Congresso retirar amarras do Orçamento, o que ocorreu com a aprovação de uma proposta que flexibiliza regras fiscais nesta segunda-feira (19).

O objetivo do pacote emergencial para o mercado de trabalho é reduzir os custos dos empresários diante do agravamento da pandemia, que levou a limitações ao funcionamento de empresas.

O principal ponto será a nova versão do programa que permite corte de jornada e salário dos trabalhadores da iniciativa privada, além de prever a suspensão temporária de contratos de trabalho.

Essa medida deve valer por até quatro meses e ter o mesmo modelo do ano passado. A equipe econômica não quer alterações significativas porque o modelo já foi testado e, com isso, quer evitar novos questionamentos na Justiça.

O pacote vinha sendo discutido desde antes do Carnaval e passou por idas e vindas no governo. Primeiro, Guedes queria criar a medida usando cortes no seguro-desemprego, mas a estratégia foi barrada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Depois, a saída passou a ser crédito extraordinário (instrumento que fica fora do Orçamento tradicional e é liberado pela Constituição em casos imprevisíveis e urgentes). Os recursos, nesse caso, ficam sem a limitação do teto de gastos.




Mesmo assim, havia como barreiras a necessidade de compensação pela criação da despesa (exigência da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2021) e temores na equipe econômica de contestações legais sobre a criação das medidas por créditos extraordinários antes da sanção do Orçamento. Guedes sinalizou nesta terça-feira (20) que o programa será lançado após a sanção do Orçamento.

Para abrir caminho, o Ministério aguardava uma flexibilização de regras da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2021. Nesta segunda, o Congresso aprovou a proposta para que o governo não precise mais de compensação (aumentando arrecadação ou cortando gastos) quando for criar uma despesa pontual e não obrigatória, o que é o caso do BEm, e também para tirar esse e outros programas do cálculo da meta fiscal.

COMPENSAÇÃO AO TRABALHADOR

Em troca, o governo pretende pagar uma compensação pela perda de renda do trabalhador. O BEm (benefício emergencial) deve ser calculado com base no valor do seguro-desemprego e no percentual do corte de jornada no trabalhador.

O teto do auxílio, portanto, seria pago em caso de suspensão de contrato e seria no valor do seguro-desemprego, que atualmente pode chegar a R$ 1.911,84.

Para reduzir a jornada e o salário ou mesmo suspender temporariamente o contrato de trabalho, a empresa precisará negociar com os empregados ou com o sindicato.

O pacote deve ser lançado por Medida Provisória (MP), que passa a vigorar imediatamente e, depois de 120 dias, precisa ser aprovada pelo Congresso para não perder a validade. O custo do programa está previsto em R$ 10 bilhões.

Fonte: Diário do Nordeste

 


A Prefeitura de Mombaça, no interior do Ceará, publicou edital para processo seletivo de profissionais para atuação na área da saúde. Ao todo, serão ofertadas 157 vagas. Os aprovados no concurso serão contratados por tempo determinado. As oportunidades são de níveis médio, técnico e superior. A remuneração é de até R$ 3,5 mil.


Os interessados no concurso da Prefeitura de Mombaça devem se inscrever na sede da Escola de Ensino Fundamental Lauro Alencar, na Rua Cassimiro Fiuza Benevides, Centro da cidade. O período de inscrição acontece nos dias 15, 16 e 19 de abril, no horário de 8h às 12h e das 14h às 17h.


Requisitos para inscrição


Idade mínima de 18 anos;
Quitação eleitoral e militar;
Não possuir antecedentes criminais;
Possuir registro no conselho regional de cada profissão indicada ou declaração de conclusão com data de termino do curso;
Entrevista do processo seletivo
Os candidatos inscritos serão avaliados por meio de duas etapas: prova de títulos e entrevistas.


A média móvel de óbitos provocados pela Covid-19 no Ceará teve uma queda entre sábado (10) e segunda-feira (12), primeiro dia da reabertura econômica no estado. O índice, que mede média de mortes diárias nos últimos sete dias, caiu de 153 para 120 no período. Para saber a tendência, é preciso calcular a variação percentual das médias móveis em um intervalo de 14 dias. Por exemplo, a média móvel do dia 14 será comparada com a média móvel do dia 1º.


Já a média nacional houve um recorde negativo. O país registrou 1.738 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas e totalizou nesta segunda-feira 355.031 óbitos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias bateu um novo recorde e chegou a 3.125.


É a pior média móvel de mortes pela doença já registrada, superando o número de 1º de abril (3.119). Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de +15%, indicando tendência de estabilidade nos óbitos pela doença.


Para reduzir o número de infecções pelo coronavírus, o governador Camilo Santana (PT) publicou um novo decreto restringindo ainda mais os serviços não essenciais e expandindo o toque de recolher. Até o dia 7 de março, cearenses que não tenham comprovação justificada não podem circular pelas ruas das cidades entre 20h e 5h de segunda-feira a sexta-feira. Aos fins de semana, o toque de recolher começa às 19h. Espaços públicos estão sendo fechados mais cedo, e o comércio teve horário reduzido de funcionamento.


Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h desta segunda. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

Entenda o que é média móvel


Média móvel: média de casos ou mortes dos últimos 7 dias
Variação: mudança da média móvel nos últimos 14 dias
Estabilidade: variações de até 15%, para mais ou para menos


Se este percentual for de até 15%, é considerado estável. Se for acima de 15% positivos, está em crescimento. Se for mais de 15% negativos, está em queda.


O Ceará decretou lockdown (medidas restritivas mais rígidas) em abril. Apenas o comércio essencial (como farmácias e supermercados) ficaram abertos. Bares, restaurantes foram fechados, e as aglomerações foram proibidas.


A reabertura econômica ocorreu de forma gradual em junho e nos meses seguintes. O uso de máscara segue obrigatório em todo o Ceará, e as multidões continuam proibidas. Eventos também não podem ser realizados em locais abertos ou fechados.
O Ministério Público do Ceará (MPCE) cumpriu, na manhã desta terça-feira (13), 10 mandados de busca e apreensão contra envolvidos em uma suposta irregularidade na construção do Hospital de Campanha do Estádio Presidente Vargas (PV), pela Prefeitura Municipal de Fortaleza (PMF), para tratar pacientes com a Covid-19.


Como resultado da operação, houve quebra de sigilo de 37 pessoas físicas e jurídicas, e o afastamento de quatro servidores públicos da Prefeitura de Fortaleza. O órgão, no entanto, afirmou que não iria detalhar a operação ou divulgar nomes dos suspeitos porque o processo está em sigilo.




As investigações fazem parte da Operação “Caldeirão”. Foram cumpridos seis mandados em Fortaleza e quatro na cidade de São Paulo. Os mandados de busca e apreensão foram autorizados pela Justiça.


Ainda segundo o MPCE, um dos mandados foi na Associação Paulista para Desenvolvimento da Medicina (SPDM), instituição que gerenciou o Hospital de Campanha do Estádio Presidente Vargas. As medidas cautelares foram autorizadas pela 16ª Vara Criminal da Comarca de Fortaleza.


A Prefeitura de Fortaleza disse que iria se manifestar sobre o caso por meio de nota. Até a mais recente atualização desta reportagem, a nota ainda não havia sido enviada.




Hospital construído em abril


A unidade hospitalar, erguida em 25 dias de obras, foi um dos primeiros pontos para acolhimento de pacientes com Covid-19 no Ceará, foi inaugurada em 18 de abril e desativada em setembro de 2020. Nos quatro meses de atuação, o local recebeu mais de 1,2 mil pacientes com o novo coronavírus. Nos quatro meses de atuação, a unidade emergencial registrou 140 óbitos em decorrência da doença. A unidade teve 1.025 recuperados.


Sem receber novos pacientes em um período de 50 dias, a prefeitura decidiu desmontar o hospital de campanha no dia 21 de setembro de 2020. A desativação da unidade, que foi um dos primeiros pontos para acolhimento de pacientes com Covid-19 no Ceará, ocorreu após avaliação do cenário epidemiológico da Capital, com "oito semanas com níveis estáveis", segundo apontou na época a secretária municipal da Saúde, Joana Maciel.


“A gente vem acompanhando indicadores da forma como a comunidade científica internacional orienta. Nós entendemos que o PV já cumpriu o seu papel. Estamos aqui na cidade de Fortaleza em um cenário de bastante estabilidade com relação aos números da Covid-19, tanto no que diz respeito aos casos e óbitos, quanto aos dados assistenciais”, indicou na oportunidade.


Operação Cartão Vermelho


A Polícia Federal (PF) realizou em novembro de 2020, a Operação Cartão Vermelho, que investigou suposto desvio de R$ 7 milhões em recursos públicos destinados ao hospital de campanha. Foram cumpridos na época 27 mandados de busca e apreensão.


A investigação apontou:



compra de equipamentos de empresa de fachada;
indícios de fraude na escolha da empresa contratada em dispensa de licitação;
má gestão e fiscalização da aplicação dos recursos públicos no hospital de campanha;
no preço dos equipamentos adquiridos, se comparados às aquisições feitas por outras cidades sob as mesmas condições no contexto de pandemia.

Hospital de campanha do PV começa a ser desativado — Foto: José Leomar/SVM


Prefeitura negou qualquer irregularidade




A Prefeitura de Fortaleza afirmou na época, que "ao longo de todo o período da pandemia tem colaborado de forma integral com todas as ações de fiscalização dos órgãos de controle externo, atuando com absoluta transparência, e que conduziu com total lisura e eficiência todo o processo de gestão na construção e funcionamento do Hospital de campanha no Estádio Presidente Vargas".

 




O Departamento Estadual de Trânsito do Ceará (Detran-CE) voltará gradualmente a operar com serviços presenciais a partir da terça-feira (13), mediante agendamento no site. O retorno foi determinado pelo novo decreto de isolamento social publicado ontem (12) no Diário Oficial do Estado (DOE).


Já a partir desta segunda-feira (12), os cearenses poderão programar atendimento de renovação de CNH, primeira habilitação e vistoria veicular. Todas as funções que já eram desempenhadas de forma online serão mantidas.

As atividades presenciais terão início na terça, conforme o agendamento. O horário de atendimento seguirá normalmente, das 8h às 16h. Os postos localizados em shoppings cumprirão o mesmo funcionamento, independentemente do horário dos shoppings, que devem ficar abertos de 12h às 18h.

O Detran estava com as atividades presenciais suspensas desde fevereiro, quando foi decretado o isolamento social rígido no Estado. A instituição continuou apenas com atendimento online durante o lockdown no Ceará, que teve início no dia 13 de março.

CONFIRA OS HORÁRIOS DE FUNCIONAMENTO DAS ATIVIDADES NO CEARÁ DIAS ÚTEIS

8h: Construção civil

10h às 16h:
Comércio de rua e serviços, inclusive restaurantes, fora de shoppings;

12h às 18h:
Shoppings, inclusive os restaurantes neles situados;


Não se sujeitam a restrição de horário de funcionamento:

Serviços públicos essenciais;
Farmácias;
Supermercados/congêneres;
Indústria;
Postos de combustíveis;
Hospitais e demais unidades de saúde e de serviços odontológicos e veterinários de emergência;
Laboratórios de análises clínicas;
Segurança privada;
Imprensa, meios de comunicação e telecomunicação em geral;
Funerárias.


Não abrem: academias, parques aquáticos, barracas de praia, cinemas, museus e teatros, públicos ou privados.

FINS DE SEMANA


Das 20h da sexta-feira às 5h da segunda-feira, permanecem as regras de isolamento social rígido, em que funcionam apenas atividades essenciais:
Indústria;
Construção civil;
Imprensa e meios de comunicação e telecomunicação em geral;
Call center;
Estabelecimentos médicos, odontológicos para serviços de emergência, hospitalares, laboratórios de análises clínicas, farmacêuticos, clínicas de fisioterapia e de vacinação;
Serviços de “drive thru” em lanchonetes e estabelecimentos congêneres;
Lojas de conveniências de postos de combustíveis, vedado o atendimento a clientes para lanches ou refeição no local;
Lojas de departamento que possuam, comprovadamente, setores destinados à venda de produtos alimentícios;
Comércio de material de construção;
Empresas de serviços de manutenção de elevadores;
Correios;
Distribuidoras e revendedoras de água e gás;
Empresas da área de logística;
Distribuidores de energia elétrica, serviços de telecomunicações;
Segurança privada;
Postos de combustíveis;
Funerárias;
Estabelecimentos bancários;
Lotéricas;
Padarias, vedado o consumo interno;
Clínicas veterinárias;
Lojas de produtos para animais;
Lavanderias;
Supermercados/congêneres;
Oficinas e concessionárias exclusivamente para serviços de manutenção e conserto em veículos;
Empresas prestadoras de serviços de mão de obra terceirizada;
Centrais de distribuição, ainda que representem um conglomerado de galpões de empresas distintas;
Restaurantes, oficinas em geral e de borracharias situadas na Linha Verde de Logística e Distribuição do Estado;
Praça de alimentação em aeroporto;
Transporte de carga;
Bares, restaurantes, lanchonetes e estabelecimentos congêneres que funcionem no interior de hotéis, pousadas e similares, desde que os serviços sejam prestados exclusivamente a hóspedes;
Empresas que funcionam ou fornecem bens para a Zona de Processamento de Exportação do Ceará (ZPE) e o Complexo Pecém;
Organizações da sociedade civil que tenham por objetivo a entrega individualizada de suprimentos e outras ações emergenciais de assistência às pessoas e comunidades por elas atendidas.

A equipe de Paulo Gustavo liberou um novo comunicado sobre o estado de saúde do ator nesta sexta-feira (9). Em nota, foi informado que ele teve que passar por uma toracoscopia para correção de uma fístula bronco-pleural no último domingo (4).

Uma nova fístula foi identificada na noite da quinta-feira (8), fazendo com que a equipe médica tivesse que fazer mais um novo procedimento hoje, por via endoscópica, que foram concluídos com sucesso.





"O quadro geral mantém o otimismo da equipe profissional, mesmo levando-se em conta a gravidade que existe em todos os pacientes em uso de ventilação mecânica e de ECMO", informou a nota em nome da equipe médica responsável.

A fístula broncopleural ocorre quando existe uma comunicação anormal entre os brônquios e a pleura - uma mebrana que reveste os pulmões - e resulta na passagem inadequada de ar. É uma situação rara e grave, que normalmente se dá após cirurgia nos pulmões ou por conta de comprometimento respiratório.

Leia o comunicado na íntegra:

"Internado desde 13 de Março, no Rio de Janeiro, Paulo Gustavo segue em terapia intensiva e apresenta estabilidade, após a realização de procedimentos terapêuticos adicionais, adotados no combate à Covid-19.

Buscando melhor recuperação da função pulmonar, o ator foi submetido há cinco dias a uma toracoscopia para correção de uma fístula bronco-pleural.

Hoje, a equipe médica esclarece que:

“Uma nova fístula bronco-pleural foi identificada ontem à noite, tendo sido realizada na manhã desta sexta-feira (09), novo procedimento, desta vez por via endoscópica, quando o segmento responsável pela nova fístula foi ocluído. As manobras terapêuticas transcorreram com sucesso e Paulo Gustavo segue em estabilidade clínica.
O quadro geral mantém o otimismo da equipe profissional, mesmo levando-se em conta a gravidade que existe em todos os pacientes em uso de ventilação mecânica e de ECMO.”



A família do ator agradece todo o carinho e orações e pede que continuem a enviar boas energias para a recuperação de todos os que se encontram na luta contra o vírus."
Como consorte real, era incumbência do príncipe Philip acompanhar sua cônjuge, a rainha Elizabeth II, em suas tarefas como soberana: visitas oficiais a outros países, jantares e recepções de Estado, discursos de abertura do Parlamento, cerimônias e ritos honoríficos.

Philip, que morreu nesta sexta-feira aos 99 anos, costumava ser discreto sobre o que pensava dessas atribuições. Embora tenha dito que, se pudesse escolher a qual profissão se dedicar, “preferiria ter continuado na Marinha, francamente”, afirmou também, na mesma entrevista ao Independent em 1992, que “tentou tirar o melhor” da vida como coadjuvante no casamento de 74 anos.

Sua morte foi anunciada por volta de meio-dia, horário de Londres (8h no Brasil), em um comunicado emitido pelo Palácio de Buckingham: "É com muito pesar que Sua Majestade, a rainha Elizabeth II, anuncia a morte de seu querido marido, Sua Alteza Real, o príncipe Philip, duque de Edimburgo", disse o palácio em um comunicado. "[Philip] morreu tranquilamente nesta manhã no Palácio de Windsor. Anúncios subsequentes serão feitos em seu devido tempo. A família real se une ao povo ao redor do mundo no luto por sua perda."




A morte de Philip não altera a linha de sucessão ao trono britânico, encabeçada pelo seu filho mais velho com a rainha, o príncipe Charles, de 72 anos, seguido do filho mais velho de Charles com a princesa Diana, o príncipe William, de 38. A saúde do duque de Edimburgo estava em declínio havia dois anos, quando ele teve que parar de dirigir depois de um acidente sem gravidade. Em março deste ano, ele foi operado do coração e permaneceu internado por um mês, tendo alta no último dia 16.

Philip e Elizabeth, de 94 anos, estavam casados desde 1947, cinco anos antes de ela ser alçada ao trono, com a morte do pai, o rei George VI. O duque de Edimburgo foi o mais longevo consorte e o homem mais velho da História da monarquia britânica.

Conhecido pelo estilo varonil, que incluía declarações sarcásticas e atividades atléticas, o príncipe nasceu, ele mesmo, em berço real. Seu pai era o príncipe André da Grécia e da Dinamarca, que lhe legou a dupla filiação real, e sua mãe, Alice de Battenberg, vinha de família aristocrática alemã radicada principalmente no Reino Unido.

A ascendência nobre não o poupou de uma infância mal-aventurada. Após a Grécia ser derrotada na Guerra Greco-Turca (1919-1922), seu pai, que atuara como comandante militar, foi banido do país junto com o próprio rei Constantino I, tio de Philip, e a família — que, além dos pais, incluía quatro irmãs mais velhas — precisou ir para o exílio. Após uma passagem pela França, em 1928 Philip foi mandado para um colégio interno no Reino Unido.


O jovem príncipe não teria muito mais contato com a mãe durante a infância. Nos três anos seguintes, Alice, surda de nascimento — e que, após o casamento, adotou o nome do marido, e também passou a se chamar "Princesa André da Grécia e Dinamarca" —, foi diagnosticada com esquizofrenia e mandada para um asilo. Nessa mesma época, as quatro irmãs casaram-se todas com alemães e se mudaram para a República de Weimar, enquanto o pai estabeleceu-se em Monte Carlo.

Philip, enquanto isso, manteve-se dedicado aos estudos, primeiro na Alemanha e, em seguida, na Escócia. Aos 18 anos, em 1939, tornou-se cadete da Marinha britânica no Colégio Naval de Dartmouth. Após a declaração de guerra contra a Alemanha, em setembro, o jovem chegou a se questionar se deveria voltar para a Grécia, onde a mãe — que mais tarde se tornaria freira — morava após ter saído do asilo, mas seu tio, o rei Jorge II da Grécia, determinou que continuasse os estudos de guerra naval no Reino Unido.

Seria como cadete que o príncipe conheceria seu grande amor. Ainda em 1939, a família real visitou Dartmouth, e Philip foi encarregado de ciceronear Elizabeth, então com 13 anos, e a irmã, Margaret. O charme e a vivacidade de Philip, que, na juventude, lhe renderam casos amorosos com atrizes e socialites, cativaram também Elizabeth, e os dois começaram uma relação por cartas.
A mão de Elizabeth

Após a guerra — na qual participou de algumas batalhas, sem envolvimento particularmente notável, mas com algumas condecorações e méritos, como ter se tornado tenente aos 21 anos —, finalmente pediu permissão a George VI para pedir a mão de sua filha, em 1946. O rei autorizou, contanto que esperasse o ano seguinte, quando a princesa já teria 21 anos. Em março de 1947, Philip abandonou os títulos grego e dinamarquês. O casamento, que foi transmitido pela televisão, aconteceu em 20 de novembro daquele ano, mesma data em que foi nomeado duque de Edimburgo.

Segundo Philip, no começo, sua esperança era conciliar a carreira promissora na Marinha com as atividades ao lado da mulher. Entre 1949 e 1951, esteve destacado em Malta, onde Elizabeth o acompanhou. Segundo biógrafos da rainha, seriam os anos em que o casal seria mais feliz. A morte prematura de George VI, em 1952, que levou ao coroamento da mulher aos 27 anos, selou o destino de Philip como príncipe-consorte.

— Eu pensava que poderia ter uma carreira na Marinha, mas se tornou óbvio que não havia esperança — afirmou, segundo o tabloide Express. — Não havia escolha. Aconteceu. Você precisa fazer compromissos, assim é a vida.

O desligamento da vida militar seria compensado com atividades ao ar livre e esportes, como a corrida de charretes, modalidade que ajudou a aprimorar. Ao longo da vida, Philip também praticou diversas outras atividades comuns à mais restrita elite britânica, como vela e polo, além de ter aprendido a pilotar aviões. Mais polêmico era o gosto por caçadas de javalis, patos, bisões e pelo menos um tigre, morto na Índia em uma viagem de 1961.

O clichê masculino e aristocrático também era perceptível em suas declarações e piadas, frequentemente recebidas como politicamente incorretas ou gafes. Para um estudante que voltava de Papua Nova Guiné, perguntou “como ele tinha escapado de ser comido”; ao presidente da Nigéria, que usava uma roupa tradicional, disse que parecia vestir um pijama; durante a recessão de 1981 no Reino Unido, perguntou por que, “se todos queriam mais lazer”, agora reclamavam do desemprego. Estas afirmações, em sua própria avaliação, ajudaram a consolidar uma imagem de “um velho cafajeste”.

Apesar disso, ajudou mais de 800 organizações de caridade — principalmente nas áreas da educação, indústria, esporte e meio ambiente — com as quais tinha vínculo de patronagem. Na área do meio ambiente, manteve uma atuação viva, e foi o primeiro presidente do World Wildlife Fund (WWF).

Philip e Elizabeth tiveram quatro filhos, o príncipe Charles, a princesa Anne, o príncipe Andrew e o príncipe Edward, nascidos entre 1948 e 1964. O duque de Edimburgo incomodava-se de não poder batizar as crianças com o próprio sobrenome, pois Elizabeth queria manter o nome da Casa Real de Windsor. A divergência foi resolvida com um acordo em 1960, quando o casal decidiu que, embora a casa fosse continuar a se chamar Windsor, os descendentes carregariam também o sobrenome Mountbatten, versão inglesa do Battenberg de sua família materna que omitia o vínculo com a Alemanha.

A aposentadoria dos deveres reais aconteceu em agosto de 2017, aos 96 anos. Philip cumpriu durante suas décadas de atividade 22.219 compromissos oficiais, e, em 20 de novembro daquele ano, completou o 70º aniversário de casamento com a rainha, que foi a primeira monarca britânica a comemorar um aniversário de casamento de platina.

Em 2011, em seu aniversário de 90 anos, Philip disse, em um especial da BBC, que aprendeu a cumprir o seu papel de consorte real “por tentativa e erro”.

— Não havia nenhum precedente — ele disse. — Se eu perguntasse a alguém “o que você espera de mim”, todos me olhavam sem dizer nada. Eles não faziam ideia, ninguém tinha muita ideia.

Fonte: O Globo