A família da publicitária Raissa Wanderley, 32, teve um jantar "surpresa" na noite da última segunda-feira (23). Por volta das 18h, ela recebeu uma ligação do porteiro do condomínio onde mora, no Recife (PE), avisando da chegada de uma encomenda. "Chegou um bocado de sacolas do McDonald's no meu nome, achei que era um erro. Quando perguntei quem tinha pedido aquilo, meu filho falou todo orgulhoso que tinha sido ele", contou.

Raissa é mãe de Luiz Antonio, 3, e de Marília, 1. O primogênito foi o responsável pelo "pedido surpresa". Enquanto a mãe estava no banho, o pequeno pegou o celular, abriu o aplicativo de delivery e gastou quase R$ 400 em lanches e brindes. Poucos minutos depois, recebeu em casa sacolas com 12 hambúrgueres, 24 nuggets, 10 milk shakes, 4 sorvetes, 2 tortas, 1 batata frita com bacon e cheddar, 8 garrafas de água, 1 suco de uva, 2 molhos extras e 8 brinquedos de brinde.

"Vi a nota fiscal de R$270 e gelei. Depois vi uma outra nota, de cento e poucos reais. Foi aí que eu percebi que ele tinha feito dois pedidos diferentes e tive uma crise de riso", diz. Luiz Antonio só conseguiu concluir o pedido porque o cartão de crédito da mãe estava cadastrado no aplicativo. "Ele vê a gente pedindo, mas ainda não tem o entendimento do que aquilo significa, de que vai trazer um custo."

 (Foto: Reprodução/Instagram)


O cantor Zezé Di Camargo tocou sanfona e cantou a música "É o Amor" durante o velório do pai, Francisco José de Camargo, no Cemitério Jardim das Palmeiras, em Goiânia. A música foi o primeiro sucesso da dupla do artista com Luciano Camargo. Emocionado, Zezé foi amparado pela filha Wanessa e pelo irmão Wellington. Diante da situação, os cantores Di Paullo e Paulino seguiram com a homenagem.

Seu Francisco, como era conhecido, morreu às 23h05 de segunda feira (23), após 14 dias internado em um hospital particular em Goiânia. Por meio de nota, o Hospital Órion, onde ele estava hospitalizado, informou que o paciente teve uma parada cardiorrespiratória e uma "instabilidade hemodinâmica".


Além de Zezé, outros parentes, famosos e autoridades passam pelo velório, que começou às 10h, para prestar as últimas homenagens a Seu Francisco. No início da tarde, o cantor chorou ao falar sobre a morte do pai. Segundo Zezé, as lágrimas vieram por saber que não veria mais o sorriso que tanto gostava.





Pai de Zezé di Camargo e Luciano, Francisco José de Camargo, de 83 anos, morreu na noite de segunda feira (23), após 14 dias internado em um hospital particular em Goiânia. A informação foi confirmada pela assessoria da dupla na manhã desta terça-feira (24).








Por meio de nota, o Hospital Órion, onde Francisco estava internado, informou que o paciente morreu às 23h05 por causa de uma parada cardiorrespiratória e uma "instabilidade hemodinâmica".










O velório começou às 10h, no Cemitério Jardim das Palmeiras, em Goiânia. O sepultamento está marcado para as 17h. Porém, as cerimônias serão restritas à família para evitar a disseminação do coronavírus.
Também de acordo com a assessoria, Zezé já está na capital goiana. Luciano, que mora em São Paulo, testou positivo para Covid-19 e está em isolamento em casa. Por isso, não irá ao velório.









Apesar dos filhos famosos, Francisco Camargo só ficou conhecido nacionalmente em 2005, após o lançamento do filme “Dois Filhos de Francisco”, que contou a história dele e de sua família.
Francisco Camargo deixa a esposa, Helena Siqueira de Camargo, de 75 anos, e oito filhos: Mirosmar José de Camargo (Zezé), Marlene José de Camargo, Wellintgton Camargo, Emanoel Camargo, Luciele de Camargo, Welson David de Camargo (Luciano), Wesley José de Camargo e Walter José de Camargo. Outro filho do patriarca da família, Emival Camargo, que foi a primeira dupla com Zezé, morreu em 1975 em um acidente de carro.
Ele também tinha dez netos, incluindo a cantora Wanessa Camargo - filha de Zezé, e bisnetos.

A decisão oficial sobre como será a conclusão do ano letivo de 2020 nas escolas da rede pública estadual no Ceará não foi divulgada ainda, mas a Secretaria de Educação (Seduc) tem adquirido material para garantir que as atividades remotas possam continuar ocorrendo no próximo ano, independentemente do retorno ao ensino presencial. Conforme afirmou ao SVM, o secretário executivo do Ensino Médio e Profissional da Seduc, Rogers Mendes, o uso das iniciativas remotas “ainda terá continuidade em 2021”.

Essa semana,a Seduc anunciou que o Governo do Estado adquiriu kit de gravação para todas as 728 escolas públicas estaduais, incluindo os Centros de Educação de Jovens e Adultos (Cejas) e os 13 Centros Cearenses de Idiomas (CCIs). O investimento total, diz a pasta, é de R$ 5,6 milhões. Conforme a Seduc, em 15 dias as escolas terão a disposição todos os equipamentos.

Cada kit tem um computador, câmera e tripé e servirá para as atividades de gravação nas unidades escolares. Conforme Rogers, a ideia é uniformizar e melhorar a qualidade das aulas online transmitidas aos alunos da rede estadual.


Questionado sobre o uso desses equipamentos em 2021, Rogers afirmou que “Não sabemos ainda qual vai ser a carga horária presencial e a complementação remota. Mas, mesmo no contexto em que a gente esteja completamente presencial, ainda assim, até para compensar muitas atividades que não foram realizada em 2020, o uso das atividades remotas ainda terá continuidade em 2021”.

Rogers também destaca que a utilização dessas tecnologias “a partir de agora, me parece que vai ser introduzido permanentemente nessa prática de relação do professor com o estudante”.
Possível retorno presencial de atividades extracurriculares

Em relação à decisão de retornar ou não as aulas presenciais ainda e 2020, tendo em vista que o ano letivo já está próximo da conclusão, Rogers diz que “estamos em fase final de discussão com a categoria dos professores e estudantes. Não queremos apenas definir de forma autoritária. É muito provável que nos próximos dias a secretaria saia com um definição oficial de como vamos concluir o ano de 2020”.


A expectativa é que haja o retorno presencial de atividades extracurriculares e daquelas de preparação para o Enem.



“Mas as atividade remotas, aquelas que estão dando conta das atividades obrigatórias, estamos conseguindo fazer da forma em que os professores cumpram o plano. Estamos caminhando para fechar o ano dessa forma”, garante Rogers.


Distribuição de chips para estudantes

No início de novembro, o Governo do Estado também anunciou a distribuição de mais de 347 mil chips de internet móvel para alunos das escolas da rede estadual e das universidades estaduais do Ceará.

Além dos 338 mil alunos do Ensino Médio, 9 mil estudantes da Universidade Estadual do Ceará (Uece), Universidade Regional do Cariri (Urca), Universidade Estadual Vale do Acaraú (Uva) e Faculdades de Tecnologia Centec (Fatec) devem receber um SIM card 3G/4G que deve fornecer um pacote de 20 GB mensais.

“Estamos em fase final de fechamento de contrato das operadoras que se habilitaram para ofertar esse serviço. Daqui uns 20 ou 30 dias, no máximo, devemos tá com todos os chips distribuídos com os estudantes”, conclui Rogers.

Fonte: DN

Com o acréscimo de 714 confirmações, o Ceará alcançou oficialmente 197.381 casos de Covid-19 e 8.129 mortes pela doença, conforme a atualização do boletim divulgado na plataforma IntegraSUS, às 15h22min deste sábado, 15 de agosto (15/08). Nas últimas 24 horas, foi notificado um óbito por Covid-19.


De acordo com o novo boletim da tarde deste sábado, 167.053 pacientes se recuperaram no Estado desde o início da pandemia. Foram realizados 557.975 exames e há 88.350 casos em investigação. A letalidade da doença está em 4,1%. Entenda os diferentes tipos de testes e como podem ocorrer falsos resultados.

CENTRO atende demanda espontânea da população, que não precisa apresentar sintomas  (Foto: Fabio Lima)


Fortaleza segue com o maior número de casos no Estado, concentrando 44.905 casos confirmados da doença e 3.756 óbitos, seguida de Juazeiro do Norte (12.559 casos e 241 mortes), Sobral (10.603 casos e 292 mortes), Maracanaú (5.861 casos e 234 mortes) e Caucaia (5.380 casos e 326 mortes).


Números do Ceará:


88.350 casos em investigação
557.975 exames realizados
197.381 casos confirmados
8.129 óbitos
4,1% de taxa de letalidade
167.053 pessoas recuperadas
1 óbito confirmado nas últimas 24 horas

Saúde e educação poderão perder R$ 242 bilhões nos próximos 20 anos caso o presidente Jair Bolsonaro não vete parte de um projeto de lei aprovado na noite de quinta-feira pelo Senado. A proposta retira recursos do Fundo Social do Pré-Sal - criado para ser uma espécie de "poupança de longo prazo" para a área social - para expandir a rede de gasodutos do País e para despesas correntes de Estados e municípios. 

As estimativas, às quais o Estadão/Broadcast teve acesso, são do Ministério da Economia.

No período entre 2020 e 2040, o Fundo Social deve arrecadar R$ 500 bilhões com a comercialização do óleo a que a União tem direito. Pelo projeto de lei aprovado, R$ 97 bilhões passam a ser direcionados para o Brasduto e R$ 145 bilhões para os fundos de participação de Estados (FPE) e municípios (FPM), que podem ser usados livremente pelos governadores e prefeitos para bancar qualquer tipo de despesa.
Quando a proposta tramitou na Câmara, os deputados impuseram uma regra segundo a qual Estados e municípios deveriam usar esse dinheiro que abasteceria FPE e FPM em saúde e educação. No entanto, o Senado retirou essa obrigação. Segundo o relator, senador Eduardo Braga (MDB-AM), a vinculação engessaria os orçamentos dos governos regionais.
Uma lei de 2010 estabelece que os valores apurados na venda do petróleo e do gás natural, por meio dos contratos de partilha (modelo em que os custos da extração de petróleo e gás são descontados do valor total da operação) devem ser transferidos exclusivamente para o Fundo Social do pré-sal.

O projeto aprovado na quinta-feira cria uma nova divisão do dinheiro da partilha, que não irá somente para o fundo. Pela proposta, os recursos arrecadados serão distribuídos da seguinte forma: 50% para o Fundo Social; 20% para o Fundo de Expansão dos Gasodutos de Transporte e de Escoamento da Produção (Brasduto); e 30% para o Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE) e para o Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Desde 2015, quando houve o primeiro ingresso de recurso, até 2019, o Fundo Social do Pré-Sal arrecadou R$ 48,7 bilhões, e para este ano, devem entrar mais R$ 19 bilhões, de acordo com informações da Consultoria de Orçamento da Câmara.
O uso integral desses recursos depende de regulamentação. Até agora, apenas a parcela destinada à educação foi efetivamente paga. Foram R$ 25,6 bilhões desde 2015 e, para este ano, estão previstos R$ 8,8 bilhões, segundo a Consultoria de Orçamento da Câmara. O valor representa cerca de 7,5% do orçamento do Ministério da Educação neste ano. Para se ter uma ideia, a perda estimada pelo Ministério da Economia em 20 anos representa quase 2,5 o orçamento anual da Educação.

Os recursos destinados à educação não entram no teto de gastos. Já as despesas com Estados, municípios e Brasduto ficariam sujeitos a esse limite.

Gasoduto

Com a mudança, as empresas do setor de gás podem obter recursos subsidiados para financiar a expansão do sistema de gasodutos de transporte de gás natural e de suas instalações. Elas só teriam que devolver o dinheiro quando os gasodutos se tornarem economicamente viáveis. O texto não esclarece o que aconteceria caso eles não sejam lucrativos, abrindo possibilidade de que eles sejam dados a fundo perdido.
"Essa proposta do Brasduto prevê um modelo estatal, dirigista e bancado com dinheiro do governo. É basicamente gasoduto grátis. Esse não pode ser o caminho. O caminho é seguir a lógica de mercado e colocar gasodutos onde eles são economicamente viáveis", criticou o secretário de Desenvolvimento de Infraestrutura, Diogo Mac Cord. Segundo o secretário, os Estados Unidos têm 500 mil quilômetros de gasodutos porque lá o setor opera sob regras de livre mercado, enquanto o Brasil tem cerca de 10 mil quilômetros.

SALA DE AULA: retorno das aulas presenciais está previsto para setembro no Ceará, mas opção de aulas remotas será mantida  (Foto: FCO FONTENELE)

A proposta vai contra o Novo Mercado de Gás, lançado pelo governo no ano passado e que tramita em regime de urgência na Câmara. Ao contrário do que o governo pretende ao abrir o mercado de gás para novos competidores, o Brasduto cria subsídios para investimentos privados e privilegia empresas que já estão no setor. Por isso, a expectativa é que o governo vete a proposta. A decisão final, no entanto, é do presidente Jair Bolsonaro, mas o Congresso pode derrubar ou não um eventual veto.

Cemig

O projeto de lei também cria um benefício para a distribuidora mineira de energia Cemig, para o qual também há sinalização de veto. Da forma como o texto foi aprovado, haveria um encontro de contas para encerrar uma disputa entre as partes. A União teria que abrir mão de uma receita de até R$ 5 bilhões, enquanto a Cemig renunciaria ao recebimento de R$ 382 milhões. A empresa foi procurada, mas não quis se manifestar. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.




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Ceará chegou a 48.391 casos confirmados e 3.003 mortes pelo novo coronavírus. Os dados foram atualizados hoje, domingo, 31 de maio (31/05), às 14h12min, pela plataforma IntegraSUS, da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa). Balanço deste domingo aponta ainda que 31.689 pessoas já se recuperaram da doença no Ceará e 53.267 casos seguem em investigação no Estado.


Coronavírus no Ceará: dados de mortes e casos foram atualizados hoje pela plataforma IntegraSUS, da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) (Foto: Aurelio Alves/O POVO)
Coronavírus no Ceará: dados de mortes e casos foram atualizados hoje pela plataforma IntegraSUS, da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) (Foto: Aurelio Alves/O POVO)

A plataforma sinalizou que do total de mortos, 144 registros entraram na contagem nas últimas 24 horas enquanto apenas duas dessas aconteceram no mesmo período. Além disso, já chega a 116.221 o número de exames realizados no Estado.

Fortaleza é o município com o maior número de confirmações da patologia, com 23.598 casos confirmados. Sobral, município distante 234,8 km da Capital, vem logo depois com 2.148 casos confirmados, seguido de Caucaia (1.676 casos confirmados) e Maracanaú (1.539 casos confirmados). 

Nesse sábado, 30 o Ceará chegou a 47.822 casos confirmados e 2.956 mortes, diante dos 38.395 casos confirmados da doença e 2.859 óbitos na última sexta, 29. Houve salto nos números porque foram incluídos resultados de 20.668 exames feitos nos últimos 30 dias, com a testagem em massa dos municípios cearenses. Já na sexta, antes do incremento, foram contabilizados em um dia 441 novos casos e 45 óbitos.

Até quinta-feira, foram registrados 37.821 casos confirmados do novo coronavírus, a Covid-19, e 2.733 mortes em decorrência da doença.

O governador Camilo Santana (PT) anunciou transição para reabertura das atividades econômicas, a partir de segunda-feira, 1º de junho (01/06). O decreto de isolamento social será prorrogado, mas o isolamento rígido, o chamado lockdown, será encerrado.

Já está previsto, de acordo com documento da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), que as atividades de grande aglomeração serão retomadas em 20 de julho. Enquanto os serviços de alimentação fora do lar, como bares e restaurantes, serão retomados no dia 22 de junho.

Camilo Santana justificou medida alegando que casos da doença apresentaram estabilidade e que novo planejamento deve funcionar de forma diferenciada nas regiões do Estado, levando em consideração os índices da doença em cada município.

Ceará passa de 37 mil casos e 2.600 mortes por coronavírus; 23.299 se recuperaram na terça-feira, 26.

Até segunda-feira, 25, o Ceará tinha 36.185 casos e 2.493 mortes por coronavírus. 

O Ceará fechou o penúltimo fim de semana de maio com 2.324 mortes por Covid-19 e 35.595 casos confirmados do novo coronavírus, além de 21.488 pessoas que se recuperaram da doença.

Os 169 óbitos notificados de domingo pra segunda foi o segundo maior número incluído nos registros no intervalo de 24 horas. A maior quantidade foi de 261 mortes, em 21 de maio. Essa, todavia, não é a quantidade das mortes ocorridas em um só dia, mas o número dos que foram inseridos nos registros naquela data.

Desde o dia 23 de abril, a Sesa vem informando que o número de óbitos informados na plataforma IntegraSUS sofreria grandes alteraçõesA justificativa é a migração dos registros de mortes por Covid-19 no Estado acumulados no banco de dados da Coordenadoria de Vigilância Epidemiológica e Prevenção em Saúde (Covep) e da Secretaria Executiva de Vigilância e Regulação em Saúde (Sevir).

De acordo com Ricristhi Gonçalves, coordenada de Vigilância Epidemiológica da Sesa, as informações de óbitos foram transferidas entre plataformas nos últimos dias. Com a mudança, um certo número de óbitos confirmados ainda no fim do mês de abril, ficou preso entre um sistema e outro. Nesta quinta-feira, 21, novo e mais ágil sistema de notificações já está em vigor.

Os novos casos e novos óbitos são noticiados de acordo com a data de confirmação, mediante o resultado dos exames. O dado não significa que as mortes tenham ocorrido nessa data, mas que houve o resultado do exame com a confirmação de que o paciente tinha Covid-19. 

Coronavírus: Números do Ceará 

53.267 casos em investigação

116.221 exames realizados

48.391 casos confirmados

3.003 óbitos

6,2% de taxa de letalidade

31.689 pessoas recuperadas

Fonte: O Povo on Line 

Pelo segundo dia consecutivo o centro de Messejana, em Fortaleza, teve registro de aglomeração de pessoas. Neste sábado (30), o Sistema Verdes Mares já havia mostrado o grande fluxo de pessoas no local, além de lojas funcionando a meia porta.

Na manhã deste domingo (31), a cena se repetiu. A reportagem flagou mais uma vez intenso fluxo de veículos e pessoas. Algumas não utilizavam máscara de proteção. Na Rua Quixadá, no Planalto Airton Senna, o cenário era parecido.

Comerciantes vendiam frutas em carrinhos e barracas foram armadas de forma improvisada. "Nós temos como fonte de renda a feira, sem isso eles não tem como pagar as contas e ficamos sem comida na mesa", justifica o comerciante Messias dos Santos Martins, 52. "O auxílio emergencial não ajuda nisso", completa.

Legenda: Em Messejana, houve aglomerações pelo segundo dia consecutivo
Foto: Foto: José Leomar

No Parque Genibaú, mais aglomeração entre pessoas que compravam frutas. Em todas esses locais a população e comerciantes não respeitaram o decreto estadual que foi prorrogado por mais sete dias a partir de amanhã (1º).

Fiscalização

A Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis), responsável por fiscalizar essas feiras e impedir a aglomeração de pessoas, disse ter encerrado três feiras com grandes aglomerações neste fim de semana. Ontem (30), as feiras do São Cristóvão e das Goiabeiras foram fechadas pelo órgão. Neste domingo, a Feira do Genibaú.

Quanto aos demais pontos com registro de aglomeração, a Agefis disse que a "operação de fiscalização é integrada aos órgãos de segurança" e não soube precisar se houve interferência nestes locais.

Legenda: Agentes interviram na feira realizada no bairro Genibaú, dispersando a aglomeração de pessoas
Foto: Foto: VcRepórter

A Agefis informou ainda que esteve na feira do Planalto Ayrton Senna no último dia 24, quando fez orientação aos feirantes, distribui foram realizadas 1.142 ações de monitoramento e dispersão de aglomerações, e 63 operações para o encerramento diário das feiras irregulares.

Já a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) relatou que, desde o último dia 7 de maio, órgãos de segurança, trânsito e fiscalização estaduais e municipais atenderam 3.114 ocorrências, de acordo com dados do relatório do Gabinete de Gestão de Eventos Complexos (GCEC). Foram 2.112 chamados atendidos por aglomeração de pessoas, 824 referentes a comércios abertos e 178 ocorrências atendidas por descumprimento de proteção individual.

A remoção de uma estátua do prédio do Banco do Brasil, no Centro de Fortaleza, durante uma reforma, gerou reclamações nas redes sociais. Desde a última sexta-feira (29), ela não foi mais vista no local e o caso foi relatado pelo cantor, compositor e produtor musical, Calé Alencar, em uma publicação em rede social, que repercutiu entre os internautas. Segudno ele, a obra foi destruída.

Legenda: Escultura "Mulher Rendeira", de Corbiniano Lins, ficava exposta na área externa do banco, no Centro de Fortaleza.
Foto: Foto: Reprodução


A escultura, intitulada “Mulher Rendeira”, de autoria do pernambucano Corbiniano Lins, ficava na área externa da agência, no cruzamento da rua Barão do Rio Branco com a avenida Duque de Caxias e podia ser observada por quem passava. 

Corbiniano também é autor da escultura de Martim Soares Moreno e Iracema, no Mucuripe. O escultor faleceu em 2018, no Recife, vítima de um infarto.

Marretadas

Conforme descrito por Calé, parte da obra foi destruída a marretadas pelos operários que estavam trabalhando no local, em seguida alguém que estava passando interveio e recolheu os pedaços da estátua.

“Alertada por alguém que passou no local, uma pessoa foi até lá com uma Kombi e recolheu as partes do monumento, declarando aos operários o intuito de restaurá-lo. Menos mal”, escreveu em um trecho do post.

Em nota, a Secretaria Municipal da Cultura de Fortaleza (Secultfor) esclareceu que a escultura "Mulher Rendeira" não é propriedade do poder público municipal e se encontra em espaço privado.

Porém, segundo a Secult, por ser uma arte de interesse histórico e cultural da cidade, o órgão encaminhará um ofício para o Banco do Brasil, na segunda-feira (1°), solicitando esclarecimentos sobre o destino da estátua. No mesmo dia, será encaminhado um ofício para a Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis), órgão responsável pela fiscalização do Patrimônio Histórico-Cultural de Fortaleza, para que sejam tomadas as devidas averiguações e providências.

Banco do Brasil foi procurado pela reportagem, mas até a publicação o órgão não havia se manifestado sobre o desaparecimento da escultura.

Fonte: Diario do Nordeste

O Ceará avança para uma “segunda fase” do seu enfrentamento ao coronavírus em meio ao fim de mais um prazo do calendário eleitoral que, sem definição sobre adiamento do pleito, precisa ser cumprido por todos que desejam sair candidatos.

A própria pandemia já indicou, como abordamos algumas vezes, que a campanha está na rua, principalmente, para a oposição ao grupo governista no Estado e na Capital. 

Até quarta-feira (3), o governador Camilo Santana (PT) e o prefeito Roberto Cláudio (PDT) devem perder seus dois principais secretários. Eles terão que se desincompatibilizar para cumprir essa formalidade da lei eleitoral.

O secretário-chefe da Casa Civil estadual, Élcio Batista, e o secretário de Governo do Município, Samuel Dias, devem deixar as funções estratégicas que ocupam para ficar à disposição de PSB e PDT, respectivamente, de olho no pleito vindouro.

apostas dos partidos

Desde o ano passado, quando se iniciaram as tratativas sobre a sucessão do prefeito Roberto Cláudio, persiste uma indefinição agravada com a pandemia do coronavírus e o adiamento das discussões políticas: quem será o nome ungido pelo governismo para disputar a permanência na Prefeitura da Capital?

De qualquer forma, Élcio Batista e Samuel Dias, ambos nomes pouco conhecidos do eleitorado da Capital, apostam em uma experiência administrativa rica – ambos estiveram à frente dos principais projetos das gestões – e também no apadrinhamento dos chefes. 

Até agora, bom lembrar, em público, nem Roberto Cláudio e nem Camilo Santana fizeram acenos públicos aos dois, no sentido eleitoral. Mas, por razões óbvias, são homens da confiança deles.

Definições de núcleo

O grupo governista tem um núcleo do qual deverá sair as definições eleitorais: os irmãos Ciro e Cid Gomes, o prefeito Roberto Cláudio e o governador Camilo Santana. Apesar de filiado ao PT, já abordamos o assunto aqui também nesta coluna, o governador não fará campanha para outro candidato na Capital, que não o ungido com apoio do PDT.

O PT, por sua vez, tratou da possibilidade de candidatura própria sem ter o governador no debate, considerado a maior liderança do partido no Ceará, até pelo posto que ocupa.

Em 2016, na reeleição de Roberto Cláudio, o governador se manteve neutro, mas o contexto deste ano será diferente e demandará mais força de coalizão por se tratar, invariavelmente, de um nome novo.

Na últim.a hora

Virou praxe entre os governistas, a definição de candidatura na última hora, em cima do prazo final das convenções. Foi assim na escolha de Roberto Cláudio, em 2012, quando o então governador Cid Gomes e a então prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins, romperam a aliança. 

E também em 2014 quando, após reviravoltas, Camilo Santana apareceu candidato e acabou eleito. Para as eleições deste ano, deve se repetir a tática da última hora. 

Mais saídas

As gestões municipal e estadual deverão ter outras baixas. No município, o secretário de Turismo, Alexandre Pereira, pode ser exonerado para uma possível candidatura pelo Cidadania. Já a gestão estadual deverá ter mais saídas. E elas já começaram. Na última sexta-feira (29), o Diário Oficial do Estado trouxe a exoneração da secretária executiva de Políticas Sobre Drogas, Mirian Sobreira (PT), que pretende ser candidata em Iguatu. Até quarta-feira, outras exonerações vão acontecer.

Fonte:DN



No dia a dia da rotina de trabalho, os agentes que compõem o setor da Segurança Pública sabem que estão com a vida em risco devido à violência. Quem assume a posição de participar do policiamento ostensivo do Estado carrega consigo a responsabilidade de proteger a população. Devido a este dever, mesmo em tempos de pandemia, o serviço da Polícia se manteve como essencial e os militares permanecem nas ruas, agora, também sendo expostos à infecção pelo novo coronavírus.

A reportagem teve acesso exclusivo ao mapa da Covid-19 na Polícia Militar do Ceará (PMCE). O levantamento indica que, até essa terça-feira (28), 650 policiais militares estavam sob suspeita da doença no Estado. Em 21 casos, a Covid-19 já foi confirmada por meio de exames.

O mapa mostra um número ainda maior de casos que já estiveram sob suspeita dentro da Corporação: 1.472. Além destes, a PMCE contabiliza seis militares recuperados da doença e dois óbitos. Uma dessas mortes foi a do tenente-coronel João Océlio Atanazio Alves, de 50 anos. O oficial tinha hipertensão diagnosticada e ficou hospitalizado durante semanas.

Considerando que, atualmente, a tropa é composta por cerca de 22 mil PMs, os registros indicam que quase 10% dos servidores da categoria estiveram, em algum momento, sob suspeita da doença. Os números comprovam que o alastramento do vírus impacta, diretamente, os agentes e faz reduzir o efetivo em serviço nas ruas.




Farda, brasão, armamento, colete balístico e distintivo. Nenhum desses itens encontrados na rotina de um policial tem serventia para combater a propagação da Covid-19. É na máscara e no álcool em gel que está o mínimo de proteção aos que não podem permanecer em isolamento social como o resto das pessoas.

Presídio militar

A Promotoria de Justiça Militar e Controle Externo da Atividade Policial Militar do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) confirmou que a Covid-19 também chegou ao presídio militar. Nos últimos dias, foi registrado o primeiro caso de militar detido no 5º Batalhão da PMCE, no Centro de Fortaleza onde funciona o presídio, que contraiu o vírus.

O titular da promotoria, Sebastião Brasilino, afirmou que o policial foi hospitalizado após apresentar os primeiros sintomas. Outros presos do equipamento também já teriam se queixado de sintomas característicos da doença. Aqueles que tiveram contato com o infectado estão isolados, sob observação.

A reportagem apurou que devido a esta primeira confirmação, foi pedido ao Juízo da Auditoria Militar de Fortaleza a saída antecipada de PMs presos. Por nota, o Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) informou que o Juízo está analisando todos os processos dos custodiados no presídio militar para verificar a possibilidade da substituição da prisão para o regime domiciliar, com ou sem o uso de monitoramento eletrônico com tornozeleira.

O Tribunal destacou que "a medida se deu em decorrência de um pedido feito pela diretoria do presídio, mas "antes mesmo da confirmação do vírus no local, o Juízo Militar da Capital já estava analisando os casos dos presos que configuram o grupo de risco, conforme recomenda o Conselho Nacional de Justiça (CNJ)".

Segundo a Polícia Militar, houve higienização do presídio, inspeção de saúde em todos os detentos e "alguns internos foram liberados pela Justiça a fim de que cumpram prisão domiciliar com monitoramento por meio de tornozeleira eletrônica". Não foi informado quantos PMs foram beneficiados com as medidas.

Dificuldade

Além do combate à violência, nas ruas, policiais militares estão na linha de frente para impedir aglomeração de pessoas e o descumprimento ao decreto da quarentena. O promotor Sebastião Brasilino destaca que o número de servidores adoecidos é elevado, se considerado que centenas de militares com suspeita de Covid-19 estão afastados das suas funções.

"A Polícia tem enfrentado diversos problemas como um todo. O militar tem direitos e deveres. Por trás de cada um há uma família que também pode estar exposta. Acompanhamos de perto para que a tropa esteja trabalhando satisfatoriamente. Na minha ótica, o Comando vem fazendo um acompanhamento razoável. O Comando tem repassado que, agora, neste momento de pandemia, as abordagens precisam acontecer com cuidado para preservar a própria saúde dos servidores", disse Sebastião Brasilino.

Conforme a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), em um mês, a Gerência de Estatística e Geoprocessamento (Geesp) da Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp) contabilizou quase 40 mil ligações referentes ao descumprimento do decreto estadual para suspensão de serviços não essenciais. O secretário da SSPDS, André Costa, chegou a destacar que os policiais estão com essa atribuição extra de atuar na garantia das medidas sanitárias preventivas estabelecidas pelo Governo.

A PMCE informou que, como forma de proteger os policiais, já entregou quase 30 mil máscaras de proteção individual à tropa de todo o Estado e fará novas entregas nos próximos dias: "O plano também estabelece que atividades administrativas sejam realizadas remotamente, sem a necessidade de o militar se deslocar aos locais de trabalho, comparecendo às unidades apenas se houver necessidade".

Ainda segundo a Corporação, os agentes afastados devido a sintomas virais passam por uma triagem, são acompanhados pela Coordenadoria de Saúde, Assistência Social e Religiosa (CSASR) da PMCE e submetidos ao teste rápido para detectar ou não a presença do novo coronavírus.

Fonte: Diario do nordeste
O volume de chuva esperado para todo o ano no Ceará deve ser atingido ainda ao fim do quarto mês de 2020. Conforme dados da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), até ontem (29), a pluviometria acumulada era de 797,2 milímetros, o que representa 99,6% do volume médio histórico anual (800.6 mm). Com as chuvas de hoje (30), este índice deve ser superado.

O feito deve-se a regularidade e intensidade das chuvas neste ano. Desde 1973, quando o órgão meteorológico começou a divulgar, em seu site, os índices pluviométricos, em apenas sete anos (2020, 2019, 2009, 1994, 1985, 1974 e 1973) as precipitações ficaram acima da média, consecutivamente, nos primeiros quatro meses de cada ano.

Em 2020, março foi o mês mais chuvoso, com 275.7 mm, o que representa 35,6% acima da média histórica para o período. Em seguida aparecem fevereiro (192.2 mm), abril, com 188.8 mm até ontem (29), e janeiro 142 milímetros. Os bons índices fizeram com que as precipitações da quadra chuvosa, que se estende até maio, alcançassem a média mesmo ainda restando 30 dias para o seu término. Até aqui (dia 29 de abril), o volume observado chegou a 655.3 milímetros. A média da quadra (fevereiro a maio) gira em torno de 505.6 e 695.8 mm.



Casos as precipitações de maio sigam o padrão dos meses anteriores, o volume ao fim da quadra chuvosa de 2020 tende a ser o terceiro melhor dos últimos 20 anos, ficando atrás apenas dos índices contabilizados em 2009, quando choveu 977.1 mm, e em 2008, que registrou 771.9 mm de precipitações. A média histórica para março é de 90.6 milímetros. No fim de fevereiro, a Funceme divulgou estudo que prevê apenas 20% de probabilidade de chuvas abaixo da média para o próximo mês de maio. A mesma previsão foi atribuída aos meses de março e abril. Ao fim de cada período, o prognóstico se confirmou.
O climatologista do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Diego Jatobá, acompanha a previsão da Funceme e analisa que, para o próximo mês, as chuvas devem ficar dentro da média climatológica no semiárido cearense. Na tarde de hoje, dia 30, o órgão divulga prognóstico de chuva para os meses de maio a julho, em todas as regiões brasileiras.

A gerente de meteorologia da Funceme, Meiry Sakamoto, alerta, no entanto, que a primeira quinzena de maio pode ser de chuvas diminutas no Ceará. Ela destacou que as análises mais recentes indicam que a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) deve-se posicionar mais distante da costa cearense e, diante disso, existe maior possibilidade de redução das chuvas.


No entanto, ainda conforme a especialista, esse quadro pode se modificar ao longo dos dias. "É importante ressaltar que eventos de Distúrbios Ondulatórios de Leste (DOL) poderão alcançar o Ceará, trazendo chuvas para algumas regiões do Estado".

Recarga

Os bons volumes registrados em 2020 beneficiam diretamente os reservatórios cearenses. Até ontem, o volume médio acumulado nos 155 açudes monitorados pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) era de 33,2%, o que representa 6,1 bilhões de metros cúbicos de água. Este é o melhor índice desde abril de 2013. Atualmente, são 40 reservatórios sangrando. Desde abril de 2009, ano marcado por uma quadra chuvosa acima da média (1.211,3 mm), o Ceará não tinha tantos reservatórios sangrando. Em abril daquele ano, o aporte total do Estado marcava mais de 90%.

Maiores aportes

As chuvas deste ano, bem distribuídas, geraram aporte quase que homogêneo às 12 Bacias do Estado. Na do Litoral, que acumula 99,65% da capacidade, nove dos 10 reservatórios estão sangrando. O açude Mundaú, em Uruburetama, único que ainda não excedeu a capacidade, já apresenta 96,46% do total. A Bacia do Acaraú vive situação semelhante, com oito dos 15 açudes sangrando.

Já o Açude Orós, segundo maior do Estado, atingiu 25,25% de sua capacidade, seu melhor volume nos últimos 40 meses. Com capacidade para 1.940 hm³, ele havia iniciado o ano com menos de 5%, sua pior quantidade nos últimos 16 anos. O reservatório é estratégico para abastecimento das cidades de Orós, Jaguaribe, Jaguaretama, Pereiro e de localidades rurais na região do médio Jaguaribe.

Alerta

É nessa região (médio Jaguaribe) que sinal de alerta está ligado. Por lá a situação ainda é vista com preocupação, apesar da melhora ao longo deste no. A Bacia acumula 14,25% da capacidade e 13 dos 15 açudes estão abaixo dos 30% de reserva. O ponto positivo fica com o Castanhão, principal reservatório do Ceará. O gigante saiu de 2,81%, no início do ano, para atuais 14,77% da capacidade, marcando um aporte importante na garantia hídrica de milhares de cearenses. Já a Bacia do Banabuiú, que tem como principal reservatório o açude homônimo, possui 12 dos 19 açudes abaixo dos 30%.

A região passou por anos de seca severa, mas vem se recuperando nesta quadra chuvosa. Prova disso é que três dos reservatórios já excederam sua capacidade - os São José I e II, em Boa Viagem e Piquet Carneiro. Já o Açude Banabuiú, maior da Bacia e terceiro maior reservatório cearenses, iniciou o ano com 6,19% e, hoje, marca 11,28%, segundo dados da Cogerh.
O Governo federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Regional, reconheceu o estado de calamidade pública no Ceará. O Estado é o terceiro do Brasil a apresentar o maior número de casos do novo coronavírus, ficando atrás somente de São Paulo e Rio de Janeiro.

O reconhecimento foi oficializado em portaria publicada na edição do Diário Oficial da União+ (DOU) desta quinta-feira (30) e já está em vigor.

O documento é assinado pelo secretário nacional de Proteção e Defesa Civil e se aplica a todo o estado, tendo por base o decreto estadual Nº 33.555, publicado em 28 de abril de 2020, com validade de 180 dias.

No decreto, reconhecido hoje pelo Governo federal, o governo do Estado ratifica "a declaração da existência de situação anormal, caracterizada como estado de calamidade pública, em todo o Estado do Ceará, afetado pelo desastre denominado 'doenças infecciosas virais (Covid-19)'".

No último dia 3 de abril, os deputados estaduais já haviam aprovado os decretos que reconhecem estado de calamidade pública no Ceará e em Fortaleza, por causa da pandemia do novo coronavírus.

Com a situação reconhecida, tanto o Estado como o Município ficam dispensados de atingir resultados fiscais previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e podem aumentar os gastos públicos enquanto durar a situação. Além disso, a contagem dos prazos fica suspensa.

No Ceará, pelo menos 78 dos 184 municípios decretaram calamidade pública devido à pandemia do coronavírus e solicitaram reconhecimento da situação à Assembleia Legislativa do Estado.

Por conta da pandemia, deputados estaduais reconheceram no último dia 8 de abril estado de calamidade pública em 102 dos 184 municípios cearenses.

Dados da Covid-19

Até às 17h18 desta quarta-feira (29), havia 7.409 casos de Covid-19 confirmados no território cearense, com 450 óbitos em 48 cidades. Fortaleza continua a concentrar o maior número de casos (5.724) e óbitos (349).

Já São Paulo fechou o dia de ontem com 26.158 diagnósticos positivos para a doença e 2.247 óbitos. Rio de Janeiro, por sua vez, somou 8.869 casos e 794 mortes.

O Brasil já registra 5.513 mortes provocadas pela Covid-19 e 79.685 casos confirmados da doença. O número de mortes em todo o país já superou o da China, que contabilizou 4.632 fatalidades pela Covid-19.

Maior acréscimo de mortes por dia

Somente neste domingo (26), o Ceará registrou 50 óbitos por Covid-19, somando 376 mortes causadas pela doença. Foi o maior acréscimo verificado em um único dia. O número de casos confirmados teve um aumento de 593 no dia, fazendo com que o Estado somasse 6.260 infectados em 134 dos 184 municípios, segundo dados da plataforma IntegraSUS, da Secretaria da Saúde do Estado.

O Estado ainda ultrapassou a marca dos 7 mil casos da doença, nesta quarta-feira (29), anotando, até as 16h desta terça-feira (28), diagnósticos positivos em 65 bebês de até um ano de idade.



FONTE: Diario do Nordeste