Legenda: Usuários do aplicativo vão poder enviar dinheiro para contatos por meio do chat
Foto: Divulgação WhatsApp


A transferência de dinheiro via WhatsApp começou a valer, de forma gradual, a partir desta terça-feira (4), no Brasil. O recurso estreia com a parceria de três dos cinco maiores bancos do País: Itaú, Bradesco e Banco do Brasil. O processo é todo feito no aplicativo e não cobra taxas. 

Não entraram na parceria Santander e Caixa Econômica Federal.

Usuários que tiverem cartões de débito, pré-pago ou combo das instituições citadas acima, além do Mercado Pago, Next, Nubank, Sicredi e Woop Sicredi, com as bandeiras Visa e Mastercard, poderão transacionar dinheiro pela plataforma.

Cartões de crédito não são válidos. A negociação para o recurso durou nove meses. Quase um ano após a tentativa frustrada de lançamento. 

NOVO SERVIÇO

Em junho do ano passado, o WhatsApp anunciou o serviço junto a uma opção de pagamentos para empresas. O Banco Central vetou os dois tipos de operação.

Na época, o sistema contava com as bandeiras Visa e Mastercard, a Cielo como operadora, e as instituições Banco do Brasil, Nubank e Sicredi.

Poucos dias depois, a Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e o BC suspenderam o acordo entre a empresa e as instituições financeiras, alegando dúvidas sobre a natureza do serviço e solicitando esclarecimentos sobre o modelo de negócios.

Houve especulação no mercado de que o BC teria acatado uma reclamação dos grandes bancos privados sobre a solução e, ainda, barrado o serviço para proteger o Pix, sistema de pagamentos instantâneos da autoridade monetária que foi lançado depois, em novembro de 2020. Na época, a autoridade monetária negou.

Em março deste ano, a instituição incluiu o Facebook, dono da plataforma, na categoria de iniciador de transações de pagamentos, uma espécie de instituição de pagamentos, o que permite o repasse de dinheiro entre CPFs.

COMO FUNCIONARÁ PARA EMPRESAS 

O pagamento a empresas, que tem potencial direto de ganhos ao WhatsApp (prevê uma taxa de 3,99% por transação) ainda não foi aprovado. "A companhia continua trabalhando junto ao Banco Central para disponibilizar pagamentos para empresas", diz o WhatsApp.

O Brasil é o segundo país a receber o recurso de transferências, somente disponível na Índia. Em um vídeo gravado para o país, Mark Zuckerberg, presidente-executivo da companhia, afirmou que "pagamentos digitais são muito importantes nesse momento", que são mais seguros do que pagar com dinheiro vivo e que dispensam fila de banco.

"Este é um dos primeiros países do mundo a ter pagamentos no WhatsApp. Isso porque sabemos o quanto o WhatsApp é importante para o Brasil", diz.

O sistema funciona a partir do Facebook Pay, um modelo que integra as informações de pagamentos de WhatsApp, Facebook e Instagram. Segundo Zuckerberg, é um "método simples e seguro de enviar dinheiro em uma conversa", fazer uma doação ou comprar nas lojas disponíveis nas plataformas.

Os representantes dos bancos parceiros destacam que a opção serve como uma praticidade a seus clientes, que terão outra forma de transferir sem pagar taxas, o que se tornou viável desde o lançamento do Pix, em novembro, que logo se popularizou.

Segundo Marcos Valério diretor do Bradesco Cartões, o serviço "acelera o processo de digitalização democrática dos meios de pagamento".

Já para João Pedro Paro Neto, presidente da Mastercard no país, "até 2030, 55% dos brasileiros esperam que todas as transações financeiras sejam realizadas em tempo real", o que explica a adesão ao serviço.
Por enquanto, o WhatsApp não pretende ganhar dinheiro direto com a operação, de acordo com Matt Idema, diretor de operações do WhatsApp em entrevista à reportagem.

"Pagamos uma taxa pequena para as bandeias de cartão de crédito, mas a ideia não é gerar lucro com esse serviço. Há anos pesquisas mostram que as pessoas querem mandar dinheiro para famílias e amigos, e não queremos incluir taxas que dificultem esse processo", afirma Idema.

No longo prazo, o Facebook se beneficia por ter entrado cedo neste mercado enquanto ainda é, de longe, o aplicativo de mensagens mais usado entre os brasileiros.

COMPETITIVIDADE

Para Yasodara Córdova, pesquisadora de internet na Kennedy School, em Harvard, esse modelo enforca a competição antes mesmo de ela começar." A vantagem competitiva do WhatsApp é uma base de dados gigante sobre o que as pessoas fazem -mesmo que não seja possível ler o conteúdo das mensagens.

Com Facebook, WhatsApp, Instagram e outros aplicativos, criam um monopólio de dados que dificilmente abrirão a competidores", afirma.

O WhatsApp é um dos poucos serviços incorporados gratuitamente em planos de operadoras de celular, sendo acessado por qualquer pessoa de forma gratuita.

Os cartões de débito movimentaram R$ 762,4 bilhões no Brasil em 2020, segundo a Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços), crescimento de 14,8% em relação ao ano anterior.

Segundo o Sicredi, 5 milhões de associados poderão utilizar a funcionalidade. Banco do Brasil afirma que 23,3 milhões de cartões de clientes têm a função débito ativada. No Nubank, são 29,5 milhões com cartão combo e, no Inter, 10 milhões. Itaú e Bradesco não abriram os números.

Em termos de segurança, a transferência no Facebook Pay exige uma senha de seis dígitos ou a biometria em dispositivos compatíveis. O serviço de pagamentos é disponibilizado na última versão do WhatsApp.

 



O Consórcio Nordeste  enviou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), nesta terça-feira (4), documentação com informações complementares sobre a Sputnik V. O objetivo é que os dados possam ser apreciados em uma reavaliação quanto ao registro do imunizante russo para uso emergencial no Brasil. 

Foram apresentados, além de um ofício, dois documentos: uma complementação da resposta do Instituto Gamaleya, responsável pela produção da vacina, além de uma manifestação do comitê científico do Consórcio Nordeste. 

Apenas o Ceará adquiriu mais de 5,8 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 produzida pelo laboratório russo. No total, foram mais de 37 milhões de doses do imunizante comprados pelo Consórcio Nordeste. 

No documento assinado pelo Comitê Científico, especialistas afirmam que receberam "com surpresa" a decisão da Anvisa de não aprovar o pedido de importação. Segundo a manifestação, os documentos enviados para a agência reguladora buscam "esclarecer as questões da não aprovação".

RESPOSTA A RISCOS APONTADOS

Nos dados fornecidos pelo Instituto Gamaleya, são respondidos alguns dos argumentos utilizados pelos técnicos da Anvisa para não aprovar a importação da Sputnik V. Entre os quais, o questionamento sobre a replicação do adenovírus e quanto ao risco envolvido na produção do imunizante. 

Tendo como base os dados complementares fornecidos pelo Gamaleya, o comitê científico do Consórcio Nordeste aponta que o imunizante atende aos requisitos de qualidade, segurança e eficácia e defende a autorização da importação. 

O ofício solicita ainda o “acesso integral aos autos e à documentação que serviu de lastro à decisão negatória proferida”. 

 



O ator e humorista Paulo Gustavo morreu no Rio nesta terça-feira (4), aos 42 anos, de complicações da Covid-19.

O criador de Dona Hermínia — e de outros personagens inesquecíveis — estava internado desde 13 de março no Hospital Copa Star, em Copacabana, na Zona Sul.

A piora no quadro de saúde do ator aconteceu na noite de domingo (2). Paulo Gustavo vinha apresentando melhoras significativas, chegou a ter redução de sedativos e bloqueadores e interagir com médicos e também com o marido, Thales Bretas.


Nesta terça, novo boletim disse que o ator estava com quadro irreversível, mas mantinha os sinais vitais. Às 21h12, no entanto, foi constatada a morte de Paulo Gustavo.


Biografia


Paulo Gustavo Amaral Monteiro de Barros nasceu em Niterói em 30 de outubro de 1978 e estudou teatro na Casa das Artes de Laranjeiras, no Rio, na mesma turma de Fábio Porchat.

A primeira peça da qual participou foi “O surto”, em que dividia a direção com Fernando Caruso, em 2004. Foi no espetáculo que apresentou pela primeira vez a personagem Dona Hermínia, que marcaria sua carreira para sempre.

A mãe superprotetora e hilária ganhou peça própria em 2006 e chegou ao cinema sete anos depois.

Recorde de bilheteria


Somados, os três filmes de “Minha mãe é uma peça” venderam mais de 26 milhões de ingressos entre 2013 e 2020. O terceiro filme teve a maior arrecadação da história do cinema brasileiro, com R$ 182 milhões de bilheteria.


Além do sucesso de Dona Hermínia, o ator se destacou pelos filmes “Minha Vida em Marte” (2018) e “Os Homens São de Marte... e é para lá que eu vou” (2014), nos quais contracenou com a atriz e amiga Mônica Martelli. Ele interpretou o personagem Aníbal em ambas as comédias.

Carreira na TV

Na televisão, Paulo apresentou em 2011 o programa “220 Volts”, do Multishow. Dois anos depois, no mesmo canal, ele passou integrar o elenco da sitcom "Vai que cola", vivendo o malandro Valdomiro Lacerda. O personagem foi um sucesso também na adaptação para o cinema, em 2015.


Ainda no Multishow, o ator protagonizou, ao lado de Katiuscia Canoro, a série "A vila". Na produção, ele interpretou o ex-palhaço Rique.

Ele também foi o apresentador de várias edições do Prêmio Multishow.

Família

Paulo Gustavo se casou com o médico Thales Bretas em 2015. Após um processo de barriga de aluguel feito nos Estados Unidos, eles se tornaram pais de Romeu e Gael, de 1 ano de idade.


Apesar de a personagem mais famosa de Paulo Gustavo, Dona Hermínia, não ser biográfica, ela foi muito inspirada em Déa Lúcia Amaral, mãe do ator.


Em entrevista ao programa “Mais Você”, Paulo chegou a falar, com seu jeito bem-humorado, que a mãe só queria saber dos netos.


“Mamãe começou o VT falando que enlouqueceu sendo avó, como se ela já não fosse louca né? Ela fica do lado de Thales, prefere ser avó do que ser mãe”, brincou o ator.


Como forma de retribuir toda a contribuição da mãe para sua carreira, Paulo Gustavo Gustavo criou a peça “Filho da mãe”, na qual dividia o palco com Dona Déa para cantar e contar histórias.

 Lívvia Bicalho, 37, influenciadora digital e cantora, foi encontrada morta junto ao namorado, em João Monlevade, Minas Gerais, nesta quarta-feira (21). Mortes teriam ocorrido por volta das 13h, segundo testemunhas.

Rafael Ribeiro, de 39 anos, teria tirado a própria vida após matar Lívvia, conforme a Polícia Militar. As informações são do G1 MG.



Testemunhas próximas ao local de onde ocorreram as mortes relataram que ouviram o casal brigar antes do barulho de tiros. 

A influenciadora mineira deixa dois filhos: Davi, de 9 anos e Júlia, de 19. Ela trabalhava na música, além de manter seu Instagram com mais de 90,7 mil seguidores, onde dava dicas de Marketing Digital. 

HIPÓTESE DE FEMINICÍDIO É INVESTIGADA

Em nota, a Polícia Civil informa que os corpos passarão por exames no Posto Médico Legal do município. A corporação afirmou que a confirmação do feminicídio seguido de suicídio será confirmada durante as investigações.

REPERCUSSÃO

Nas publicações mais recentes de Livvia no Instagram, muitos seguidores se manifestaram após a confirmação do óbito. "Sem acreditar ainda", escreveu um seguidor. Outro contou que esteve em um show de Livvia: "Impressionante o carisma, a postura e presença diante do palco e o carinho com o público", escreveu.

Fonte: Informações G1 Minas

A empresa de tecnologia AeC oferta mil vagas de emprego em Juazeiro do Norte, no interior Ceará. As oportunidades são para atendente, função responsável pela assistência a clientes por meio de diversos canais de comunicação.





Os contratados têm benefícios como plano de saúde e plano odontológico. Embora não apresente valores, a companhia garante que o salário é compatível com o que mercado paga.

COMO SE INSCREVER

Para participar do processo seletivo, é necessário ter mais de 18 anos e Ensino Médio completo. Os interessados devem se cadastrar no site da empresa de tecnologia.

A primeira etapa do recrutamento é realizada pela internet. As vagas são para trabalhar em home office, por isso é desejável que os candidatos tenham infraestrutura para atuar de forma remota.

Os atendentes contratados que precisarem comparecer presencialmente na unidade receberão máscaras de proteção individual e kit de higienização, seguindo as recomendações de distanciamento social e de prevenção à Covid-19.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) enfrenta seu maior desafio na arena internacional nesta quinta (22), quando realiza um breve discurso na Cúpula de Líderes sobre o Clima organizada pelo presidente dos EUA, Joe Biden.

O líder brasileiro terá apenas três minutos para tentar desfazer a imagem que ele mesmo cultivou nos últimos anos e que hoje é partilhada por boa parte dos governos estrangeiros: a de um chefe de Estado descompromissado com a preservação do meio ambiente e, particularmente, da Amazônia; adversário de povos indígenas e obstáculo para a proteção de uma das áreas de maior biodiversidade no planeta.

Legenda: O líder brasileiro terá apenas três minutos para tentar desfazer a imagem negativa
Foto: Marcos Corrêa/PR



De acordo com pessoas que acompanham os preparativos, Bolsonaro deve repetir em seu discurso, de forma mais concisa, a mensagem antecipada em carta enviada a Biden no dia 14 de abril. No documento, o líder brasileiro prometeu acabar com o desmatamento ilegal até 2030.

"Reitero o compromisso do Brasil e do meu governo com os esforços internacionais de proteção do meio ambiente, combate à mudança do clima e promoção do desenvolvimento sustentável. Teremos enorme satisfação em trabalhar com V. Excelência em torno desses objetivos comuns", escreveu Bolsonaro ao democrata na ocasião, distanciando-se da imagem do presidente que, num passado recente, acusou ONGs de colocarem fogo na Amazônia e apontou cobiça estrangeira sobre o bioma.

Ainda segundo interlocutores, Bolsonaro deve argumentar que as ações do Brasil para a preservação do bioma têm cinco eixos: ações de comando e controle, regularização fundiária, pagamentos por serviços ambientais, ações de zoneamento ecológico-econômico e promoção da bioeconomia. Ele também deve indicar um aumento de recursos para o Ministério do Meio Ambiente, mas sem detalhar valores.

Se a mudança de tom é avaliada positivamente pelos EUA, Bolsonaro e seu ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, ainda não conseguiram apresentar aos estrangeiros uma estratégia convincente para atingir os objetivos traçados. Os cinco eixos do plano brasileiro, por exemplo, são uma reciclagem de pontos frequentemente destacados por Salles.

CRISE AMBIENTAL 

Os mais recentes dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostraram que a área de alertas de desmatamento na Amazônia em março foi 12,6% maior do que a registrada no mesmo mês de 2020. E há temores no governo de que os dados de abril não indiquem uma reversão de tendência.

As dificuldades em conter os índices são uma das razões que levaram o governo a estudar novamente a ampliação da ação dos militares no combate a crimes ambientais na Amazônia -embora o Planalto já houvesse anunciado a retirada desse efetivo. Em outra frente, negociadores americanos e europeus têm recebido com preocupação relatórios sobre a gestão de Salles à frente do Meio Ambiente.

Na terça-feira (20), por exemplo, fiscais do Ibama e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e outros servidores publicaram uma carta na qual afirmam que "todo o processo de fiscalização e apuração de infrações ambientais encontra-se comprometido e paralisado" devido a um recente ato publicado pelo governo.

DELEGADO DEMITIDO APÓS MAIOR APREENSÃO DE MADEIRA DA HISTÓRIA

Neste mês, a superintendência da Polícia Federal no Amazonas entrou em choque com Salles em torno da maior apreensão de madeira da história do Brasil. O então chefe da corporação no estado, Alexandre Saraiva, disse que pela primeira vez viu um ministro do Meio Ambiente manifestar-se contra uma ação que visa proteger a floresta amazônica.

E emendou que na PF "não vai passar boiada", em referência à célebre frase dita por Salles no ano passado. Em um sinal de força do ministro, Saraiva foi removido do cargo.

A combinação de avanço da devastação na Amazônia e enfraquecimento das agências de combate a crimes ambientais dificulta o cumprimento, pelo Brasil, de um dos principais pedidos da gestão Biden.

A equipe liderada pelo enviado especial para o clima, John Kerry, tem ressaltado nas conversas bilaterais que o governo brasileiro precisa conter até o final do ano a progressão da destruição da floresta.


Uma curva descendente de desmatamento é condição para que os americanos comecem a considerar o envio de ajuda internacional para o Brasil, como Salles e Bolsonaro têm cobrado. O ministro, por exemplo, tem afirmado que o país precisa de US$ 1 bilhão para diminuir o desmatamento no curto prazo.

Ao menos até agora, o pleito encontra ceticismo em Washington –que prega comprometimento de recursos apenas após a entrega de resultados. O histórico de Salles não ajuda a sensibilizar os estrangeiros. Eles lembram que o Fundo Amazônia detém em caixa recursos bilionários, doados por Noruega e Alemanha, mas que, ainda assim, o mecanismo encontra-se travado após mudanças feitas em seu comitê gestor pelo atual titular do Meio Ambiente.

IMPACTOS DA CÚPULA

O preço de um desempenho pouco convincente na cúpula pode ser alto para o Brasil, alertam interlocutores nos dois governos. Um Bolsonaro que continue a ser retratado como vilão global do meio ambiente não só tende a perder apoio dos americanos em temas-chave -como para o desejado ingresso na OCDE, o clube dos países ricos- como corre o risco de, no futuro, assistir a EUA e Europa discutirem a crise ambiental na Amazônia em fóruns onde o Brasil não tem assento, como o G7.

Biden também trabalha para que investimentos americanos tanto do setor público como do privado sejam alocados levando em conta compromissos ambientais. Assim, está claro para conselheiros de Bolsonaro que o tema vai além das relações entre Brasil e Estados Unidos.

O diagnóstico ficou evidente nas conversas preparatórias para a cúpula. Os embaixadores em Brasília de EUA, Reino Unido, Noruega, Alemanha e União Europeia realizaram recentemente uma série de conversas com autoridades brasileiras. A ação conjunta foi pensada para transmitir o recado de que os EUA de Biden e a Europa estão na mesma página quando o tema é ação contra o aquecimento global.

A cúpula foi arquitetada para ser o marco do retorno dos EUA ao combate ao aquecimento global, agenda abandonada pelo ex-presidente Donald Trump. Quarenta chefes de Estado foram convidados para dois dias de debates virtuais, dos quais também participarão líderes empresariais e da sociedade civil.


Biden quer usar o encontro para mostrar que a meta de limitar o aquecimento global a 1,5 ºC é um dos pilares da atuação de sua administração em política externa. Também funcionará como uma prévia da COP26, reunião global sobre o clima que acontece em Glasgow, na Escócia, em novembro.

Um dos filhos do cantor Dedim Gouveiaque morreu na segunda-feira (19), luta contra uma infecção bacteriana após complicações da Covid-19. Inicialmente, Benedito Delano Lima Gouveia, 37, foi atendido em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Atualmente, ele segue internado no Instituto Doutor José Frota (IJF).

Joana Paula Gouveia, esposa do cantor Dedim Gouveia, conta que a família ainda está muito abalada. Ela também relatou sobre o estado de saúde do filho do cantor cearense. "Ele foi entubado no dia 30 de março, pois a saturação caiu e logo foi transferido ao IJF".


Na internação, Delano Gouveia chegou a passar por uma traqueostomia — procedimento indicado quando há acumulo de secreção traqueal, inativação da musculatura respiratória ou para promover uma via aérea estável em paciente com intubação traqueal prolongada.

"O vírus Covid-19 ele já nem transmite mais, mas as sequelas são bem agravantes", explicou a esposa de Dedim Gouveia.

Segundo os médicos relataram a família, a bactéria causadora da infecção já foi detectada. Delano Gouveia recebe tratamento por antibióticos.  

festa desta quarta-feira (21) do Big Brother Brasil (BBB 21) terá shows das cantoras Pabllo Vittar e Preta Gil. Ambientada em um cenário de botequim, o evento terá, na decoração, fotos e itens representativos de cada um dos participantes - celebrando o 'top 8' da edição.

Preta Gil, que já cantou outras quatro vezes no BBB, comemorou o retorno. 


Legenda: Preta Gil e Pabllo Vittar animam festa desta quarta no BBB
Foto: Reprodução/Instagram



“Para mim, é muito bacana estar lá de novo. Eu gosto dessa troca com os participantes. Nas vezes em que eu cantei lá pessoalmente. Experiências únicas, muito divertidas”, disse Preta. 

Pabllo faz hoje sua estreia presencial na casa do BBB  “E vamos de showzão no BBB! Quem me conhece bem sabe que adoro demais o programa e sempre que possível estou ligadinha em tudo que rola no BBB. Ter a oportunidade de me apresentar por lá é incrível demais. Mais lindo ainda é poder dividir o palco com a minha amiga e talentosa Preta Gil”, vibra a cantora.

PAREDÃO DO BBB 21

Arthur, João e Pocah integram o 13º Paredão do BBB, formado ao vivo nesta terça-feira (20). A berlinda contou com duas indicações da casa e a escolha de Gil, que venceu a Prova do Líder, realizada na mesma noite, logo após a eliminação.


O cantor Vicente Nery deixou a UTI nesta quarta-feira (21) após evoluir no tratamento contra a Covid-19. A informação foi divulgada pela esposa do cearense, Carol Rabelo, por meio das redes sociais. 

Vicente foi transferido para um leito clínico no Hospital Otoclínica, em Fortaleza. Sorrindo, ele tirou uma foto na cama da unidade de saúde fazendo um coração com a mão. 


"Aos queridos fãs, obrigada pelo carinho e continuemos nessa linda corrente de orações e muito amor! Já já ele @vicentenery_ estará de volta para honra e glória de Deus", escreveu Carol Rabelo.

"Voltei! Beijo para vocês. Deus abençoe. Não esqueça nunca da fé, do amor ao próximo e que Deus existe", disse o artista, ainda com dificuldades na fala. 

 O governador Camilo Santana (PT) atacou opositores nas redes sociais nesta quarta (20), pedindo que “parem de espalhar fake news e estimular o ódio”. “São sempre os mesmos: aqueles que foram contra a vacina, os que sempre estimularam aglomerações, e aqueles conhecidos por promover motins”, disse Camilo. “Venham ajudar a abrir mais leitos”, falou também.

Foto: Fabiane de Paula


Na lista dos assuntos mais recorrentes do noticiário brasileiro nos últimos dias, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 promete ser uma das mais importantes na história da política brasileira desde a redemocratização.  

Com poderes de até mesmo derrubar o Presidente da República, o colegiado formado por parlamentares ganha o centro das atenções, mobiliza senadores e tensiona a relação com o Executivo no momento em que o País se aproxima de 400 mil mortos pela Covid-19. 



Instalada para investigar ações e possíveis omissões do Governo Federal no combate à pandemia, a CPI promete jogar luz em suspeitas que possam comprovar ou não se o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o Ministério da Saúde foram responsáveis, por exemplo, pela escalada de mortes em decorrência da doença no Brasil. 

Senadores também podem realizar diligências, convocar ministros de Estado, requerer depoimentos de qualquer autoridade e inquirir testemunhas. 

Um dos exemplos dos efeitos devastadores desse desgaste ocorreu em 1992, quando o então presidente Fernando Collor de Mello renunciou ao cargo em meio a severos desgastes políticos provocados por uma CPI.  



Juntando Senado e Câmara dos Deputados, já são 203 CPIs na história do Brasil, desde a redemocratização. Do total, 49 foram finalizadas na Câmara, e 17 tiveram conclusão no Senado. 

CPI DA COVID-19

Dois senadores cearenses fazem parte da comissão titular da CPI da Pandemia, Eduardo Girão (Podemos) e Tasso Jereissati (PSDB).

O início dos trabalhos deve ser oficializado na próxima terça-feira (27). Há expectativas pela definição dos nomes do presidente, vice e relator da Comissão. Eduardo Girão é um dos candidatos a presidente, mas a articulação mais forte gira em torno do senador Omar Aziz, do Amazonas.

Já o relator, que terá a missão de dar um parecer sobre os trabalhos e apontar caminhos, pode cair nas mãos do senador Renan Calheiros, do MDB de Alagoas.

Conforme aponta ainda Monalisa Soares, diante desse risco, o Governo Federal tenta conter os possíveis estragos, influenciando na formação do colegiado.

“O Governo tenta pressionar para que a CPI não atinja a finalidade, que não é só gerar dados que possam imputar o Governo Federal em uma provável omissão diante da gestão da pandemia, mas também o desgaste que o Governo sabe que ocorrerá ao longo do processo”, ressalta.  

Diante das expectativas, vale olhar para o passado político do Brasil e conferir os rumos de outras CPIs instaladas no Congresso Nacional. 

CPIS QUE MARCARAM A HISTÓRIA DA REPÚBLICA

CPI DO GOVERNO COLLOR  

Um dos casos mais emblemáticos de uma CPI ocorreu em 1992, e culminou com a queda do então presidente Collor de Mello.   

O esquema envolvia o empresário Paulo César Farias, tesoureiro da campanha Collor à Presidência da República, em 1989.  

A investigação quebrou 395 sigilos bancários, 267 sigilos fiscais e 43 telefônicos, e colheu 79 depoimentos em 111 reuniões.   

Terminou com a proposta de cassação de mandato de 18 parlamentares e o envio de vários dossiês para a Receita Federal e o Ministério Público. Antes de sofrer o impeachment, Collor renunciou.   

CPI DO BANESTADO  

Anos mais tarde, em 2003, uma CPI passou a investigar denúncias de que R$ 150 bilhões haviam sidos enviados ao exterior. O esquema envolvia bancos. Essa foi uma das mais longas apurações, com quebra de mais de 1,7 mil sigilos bancários.   

A evasão de moeda teria ocorrido entre os anos de 1996 e 2002, com 200 pessoas envolvidas na organização criminosa. Apesar de nunca ter sido votado, o relatório final pediu indiciamento de 91 pessoas, incluindo o do ex-prefeito de São Paulo, Celso Pitta.  

PT NA MIRA: CORREIOS E PETROBRÁS   

Os governos do PT enfrentaram duas comissões. A primeira dela, em 2005, pôs o então presidente Lula em colisão com o seu marketeiro, Duda Mendonça. O depoimento do publicitário foi inesperado e revelou uma conta nas Bahamas que recebeu R$ 10,5 milhões do partido, de forma ilegal. Mendonça chorou enquanto relatava o caso.   

Uma década mais tarde, após o início da Operação Lava-Jato, foi instalada a CPI da Petrobrás na Câmara. A comissão também não indiciou ninguém.    

CPI DOS BINGOS

Também chamada de "CPI do Fim do Mundo", investigou, em 2006, a relação entre  o bicheiro Carlos Cachoeira e Waldomiro Diniz, assessor do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. Ao ao longo das investigações, a comissão passou a abranger outros temas.  

Foram investigados os esquemas de caixa dois do PT no interior paulista, os assassinatos de prefeitos do partido, Toninho do PT (Campinas) e Celso Daniel (Santo André), entre outros temas. O relatório final da CPI pediu o indiciamento de 48 pessoas, dentre elas o bicheiro Carlos Cachoeira. 

CPI DOS SANGUESSUGAS  

O colegiado, também instalado em 2006, foi o que envolveu mais parlamentares. A suspeita era de desvio de recursos da Saúde. Uma quadrilha estaria desviando verbas que seriam utilizadas para compras de ambulância.

O relatório final pediu a abertura de processo disciplinar contra 69 deputados e três senadores. Nenhum deles foi punido pelos colegas.

O Governo deve permitir a criação de um regime especial de compensação de banco de horas, antecipação de férias e adiamento por até 4 meses do recolhimento de Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) dos empregados.




As medidas provisórias devem ser apresentadas nos próximos dias, em consonância com o Programa BEm, de redução de jornadas e salários, com o objetivo de dar fôlego às empresas em meio à pandemia da Covid-19.

CONFIRA LISTA DE MEDIDAS

Empresas poderão adiar o recolhimento do FGTS por 4 meses. Valores serão compensados depois;

Bancos de horas poderão ser ajustados no intervalo de até 18 meses (hoje, o prazo varia de de 6 a 12 meses);

Férias poderão ser concedidas mesmo que o empregado não tenha completado o tempo mínimo para o período aquisitivo. Regras de comunicação ao trabalhador sobre as férias, decididas pelo patrão, também devem ser flexibilizadas;

Flexibilização para decretar férias coletivas

Flexibilização de regras para alterar regime de trabalho para home office​

Possibilidade de redução de jornadas e salários em 25%, 50% e 75%, e suspensão de contratos.

O Governo vai permitir que empresas adiem por até 4 meses o recolhimento de Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) dos empregados.

O pacote trabalhista está sendo finalizado e, no caso do adiamento do FGTS, a suspensão será temporária e terá que ser compensada depois pelo patrão. O direito ao depósito de 8% do salário em conta do FGTS do trabalhador não muda.

A empresa, depois desse prazo, terá que voltar a pagar o FGTS mensalmente no valor normal, além do montante que deixou de ser depositado na conta do trabalhador pelo período de até quatro meses.
Os valores atrasados poderão ser parcelados, mas sem multas e encargos. O objetivo é não representar uma elevação forte no custo do patrão.

Se o trabalhador for demitido antes de o FGTS adiado ter sido quitado, a empresa, no momento da rescisão do contrato, será obrigada a depositar o que deixou de ser pago no período de diferimento. Ou seja, recompor o saldo da conta do empregado.

FÉRIAS ANTECIPADAS

A medida provisória também deve reeditar dispositivo que permite a antecipação de férias -também usado no ano passado.

As férias poderão ser concedidas mesmo que o empregado não tenha completado o tempo mínimo para o período aquisitivo. As regras de comunicação ao trabalhador sobre as férias, decididas pelo patrão, também devem ser flexibilizadas.

COMO FICA O BANCO DE HORAS

Em relação ao banco de horas, o foco é o empregado que não cumpriu toda jornada de trabalho prevista no contrato por causa das medidas de restrição ao funcionamento de determinadas atividades econômicas. A medida deve ser lançada junto com o programa emergencial de corte de jornada e salários.

A previsão é que, no regime especial, o trabalhador tenha até 18 meses para compensar as "horas negativas". Atualmente, o período varia entre 6 e 12 meses.

COMO DEVE FUNCIONAR O PROGRAMA BEM

Patrão e empregado deverão negociar acordo
Medida deve valer por até quatro meses
Nesse período, trabalhador recebe compensação pela perda de renda
Cálculo depende do percentual do corte de jornada e valor que trabalhador tem direito atualmente com o seguro-desemprego
Se o corte de jornada for de 50%, a compensação será metade da parcela de seguro-desemprego que o trabalhador teria direito se fosse demitido
Gastos devem ser de R$ 10 bilhões

A equipe do ministro Paulo Guedes (Economia) havia indicado que essas ações começariam a vigorar ainda em março, período em que muitos estados e municípios retomaram restrições de atividades econômicas ou até mesmo lockdown. Mas o pacote atrasou.

O conjunto de mudanças na área trabalhista segue a mesma linha adotada em 2020. O formato, portanto, já estava avançado, mas faltava o Congresso retirar amarras do Orçamento, o que ocorreu com a aprovação de uma proposta que flexibiliza regras fiscais nesta segunda-feira (19).

O objetivo do pacote emergencial para o mercado de trabalho é reduzir os custos dos empresários diante do agravamento da pandemia, que levou a limitações ao funcionamento de empresas.

O principal ponto será a nova versão do programa que permite corte de jornada e salário dos trabalhadores da iniciativa privada, além de prever a suspensão temporária de contratos de trabalho.

Essa medida deve valer por até quatro meses e ter o mesmo modelo do ano passado. A equipe econômica não quer alterações significativas porque o modelo já foi testado e, com isso, quer evitar novos questionamentos na Justiça.

O pacote vinha sendo discutido desde antes do Carnaval e passou por idas e vindas no governo. Primeiro, Guedes queria criar a medida usando cortes no seguro-desemprego, mas a estratégia foi barrada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Depois, a saída passou a ser crédito extraordinário (instrumento que fica fora do Orçamento tradicional e é liberado pela Constituição em casos imprevisíveis e urgentes). Os recursos, nesse caso, ficam sem a limitação do teto de gastos.




Mesmo assim, havia como barreiras a necessidade de compensação pela criação da despesa (exigência da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2021) e temores na equipe econômica de contestações legais sobre a criação das medidas por créditos extraordinários antes da sanção do Orçamento. Guedes sinalizou nesta terça-feira (20) que o programa será lançado após a sanção do Orçamento.

Para abrir caminho, o Ministério aguardava uma flexibilização de regras da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2021. Nesta segunda, o Congresso aprovou a proposta para que o governo não precise mais de compensação (aumentando arrecadação ou cortando gastos) quando for criar uma despesa pontual e não obrigatória, o que é o caso do BEm, e também para tirar esse e outros programas do cálculo da meta fiscal.

COMPENSAÇÃO AO TRABALHADOR

Em troca, o governo pretende pagar uma compensação pela perda de renda do trabalhador. O BEm (benefício emergencial) deve ser calculado com base no valor do seguro-desemprego e no percentual do corte de jornada no trabalhador.

O teto do auxílio, portanto, seria pago em caso de suspensão de contrato e seria no valor do seguro-desemprego, que atualmente pode chegar a R$ 1.911,84.

Para reduzir a jornada e o salário ou mesmo suspender temporariamente o contrato de trabalho, a empresa precisará negociar com os empregados ou com o sindicato.

O pacote deve ser lançado por Medida Provisória (MP), que passa a vigorar imediatamente e, depois de 120 dias, precisa ser aprovada pelo Congresso para não perder a validade. O custo do programa está previsto em R$ 10 bilhões.

Fonte: Diário do Nordeste

 


A Prefeitura de Mombaça, no interior do Ceará, publicou edital para processo seletivo de profissionais para atuação na área da saúde. Ao todo, serão ofertadas 157 vagas. Os aprovados no concurso serão contratados por tempo determinado. As oportunidades são de níveis médio, técnico e superior. A remuneração é de até R$ 3,5 mil.


Os interessados no concurso da Prefeitura de Mombaça devem se inscrever na sede da Escola de Ensino Fundamental Lauro Alencar, na Rua Cassimiro Fiuza Benevides, Centro da cidade. O período de inscrição acontece nos dias 15, 16 e 19 de abril, no horário de 8h às 12h e das 14h às 17h.


Requisitos para inscrição


Idade mínima de 18 anos;
Quitação eleitoral e militar;
Não possuir antecedentes criminais;
Possuir registro no conselho regional de cada profissão indicada ou declaração de conclusão com data de termino do curso;
Entrevista do processo seletivo
Os candidatos inscritos serão avaliados por meio de duas etapas: prova de títulos e entrevistas.


A média móvel de óbitos provocados pela Covid-19 no Ceará teve uma queda entre sábado (10) e segunda-feira (12), primeiro dia da reabertura econômica no estado. O índice, que mede média de mortes diárias nos últimos sete dias, caiu de 153 para 120 no período. Para saber a tendência, é preciso calcular a variação percentual das médias móveis em um intervalo de 14 dias. Por exemplo, a média móvel do dia 14 será comparada com a média móvel do dia 1º.


Já a média nacional houve um recorde negativo. O país registrou 1.738 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas e totalizou nesta segunda-feira 355.031 óbitos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias bateu um novo recorde e chegou a 3.125.


É a pior média móvel de mortes pela doença já registrada, superando o número de 1º de abril (3.119). Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de +15%, indicando tendência de estabilidade nos óbitos pela doença.


Para reduzir o número de infecções pelo coronavírus, o governador Camilo Santana (PT) publicou um novo decreto restringindo ainda mais os serviços não essenciais e expandindo o toque de recolher. Até o dia 7 de março, cearenses que não tenham comprovação justificada não podem circular pelas ruas das cidades entre 20h e 5h de segunda-feira a sexta-feira. Aos fins de semana, o toque de recolher começa às 19h. Espaços públicos estão sendo fechados mais cedo, e o comércio teve horário reduzido de funcionamento.


Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h desta segunda. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

Entenda o que é média móvel


Média móvel: média de casos ou mortes dos últimos 7 dias
Variação: mudança da média móvel nos últimos 14 dias
Estabilidade: variações de até 15%, para mais ou para menos


Se este percentual for de até 15%, é considerado estável. Se for acima de 15% positivos, está em crescimento. Se for mais de 15% negativos, está em queda.


O Ceará decretou lockdown (medidas restritivas mais rígidas) em abril. Apenas o comércio essencial (como farmácias e supermercados) ficaram abertos. Bares, restaurantes foram fechados, e as aglomerações foram proibidas.


A reabertura econômica ocorreu de forma gradual em junho e nos meses seguintes. O uso de máscara segue obrigatório em todo o Ceará, e as multidões continuam proibidas. Eventos também não podem ser realizados em locais abertos ou fechados.
O Ministério Público do Ceará (MPCE) cumpriu, na manhã desta terça-feira (13), 10 mandados de busca e apreensão contra envolvidos em uma suposta irregularidade na construção do Hospital de Campanha do Estádio Presidente Vargas (PV), pela Prefeitura Municipal de Fortaleza (PMF), para tratar pacientes com a Covid-19.


Como resultado da operação, houve quebra de sigilo de 37 pessoas físicas e jurídicas, e o afastamento de quatro servidores públicos da Prefeitura de Fortaleza. O órgão, no entanto, afirmou que não iria detalhar a operação ou divulgar nomes dos suspeitos porque o processo está em sigilo.




As investigações fazem parte da Operação “Caldeirão”. Foram cumpridos seis mandados em Fortaleza e quatro na cidade de São Paulo. Os mandados de busca e apreensão foram autorizados pela Justiça.


Ainda segundo o MPCE, um dos mandados foi na Associação Paulista para Desenvolvimento da Medicina (SPDM), instituição que gerenciou o Hospital de Campanha do Estádio Presidente Vargas. As medidas cautelares foram autorizadas pela 16ª Vara Criminal da Comarca de Fortaleza.


A Prefeitura de Fortaleza disse que iria se manifestar sobre o caso por meio de nota. Até a mais recente atualização desta reportagem, a nota ainda não havia sido enviada.




Hospital construído em abril


A unidade hospitalar, erguida em 25 dias de obras, foi um dos primeiros pontos para acolhimento de pacientes com Covid-19 no Ceará, foi inaugurada em 18 de abril e desativada em setembro de 2020. Nos quatro meses de atuação, o local recebeu mais de 1,2 mil pacientes com o novo coronavírus. Nos quatro meses de atuação, a unidade emergencial registrou 140 óbitos em decorrência da doença. A unidade teve 1.025 recuperados.


Sem receber novos pacientes em um período de 50 dias, a prefeitura decidiu desmontar o hospital de campanha no dia 21 de setembro de 2020. A desativação da unidade, que foi um dos primeiros pontos para acolhimento de pacientes com Covid-19 no Ceará, ocorreu após avaliação do cenário epidemiológico da Capital, com "oito semanas com níveis estáveis", segundo apontou na época a secretária municipal da Saúde, Joana Maciel.


“A gente vem acompanhando indicadores da forma como a comunidade científica internacional orienta. Nós entendemos que o PV já cumpriu o seu papel. Estamos aqui na cidade de Fortaleza em um cenário de bastante estabilidade com relação aos números da Covid-19, tanto no que diz respeito aos casos e óbitos, quanto aos dados assistenciais”, indicou na oportunidade.


Operação Cartão Vermelho


A Polícia Federal (PF) realizou em novembro de 2020, a Operação Cartão Vermelho, que investigou suposto desvio de R$ 7 milhões em recursos públicos destinados ao hospital de campanha. Foram cumpridos na época 27 mandados de busca e apreensão.


A investigação apontou:



compra de equipamentos de empresa de fachada;
indícios de fraude na escolha da empresa contratada em dispensa de licitação;
má gestão e fiscalização da aplicação dos recursos públicos no hospital de campanha;
no preço dos equipamentos adquiridos, se comparados às aquisições feitas por outras cidades sob as mesmas condições no contexto de pandemia.

Hospital de campanha do PV começa a ser desativado — Foto: José Leomar/SVM


Prefeitura negou qualquer irregularidade




A Prefeitura de Fortaleza afirmou na época, que "ao longo de todo o período da pandemia tem colaborado de forma integral com todas as ações de fiscalização dos órgãos de controle externo, atuando com absoluta transparência, e que conduziu com total lisura e eficiência todo o processo de gestão na construção e funcionamento do Hospital de campanha no Estádio Presidente Vargas".